Frase de Ricardo V. Barradas
Sou tão pouco de mim o quanto poderia ser.Sou tão pouco em mim na falta do nós, eu e você. A solidão transborda mas fica na borda pois nunca conhecerá o coração do grande oceano, o mar, parte do verbo amar. É como a luz da penumbra que julga se erroneamente satisfeita sem ao menos dar lhe a chance de conhecer o dia. É o tênue olhar para os lugares distantes e não perceber que só caminha se pelas águas ligeiro em pares,nem que seja por uma mão e um remo. Enfim esparramar se aquoso e cultivar se sereno no mágico frescor de ser, se perder e continuar ser. Pois viver em pares é a justa posição e a transposição de fazer parte que por demérito algum completa se e não mais se baste no equivoco desgaste involuntário de se preservar e não mais sofrer. Mas a solidão não fortalece em nada pelo contrário sensibiliza por muito pouco. O ser solitário fica mais exposto aos fracos sentimentos, irreais e não verdadeiros é uma falsa cura e o antigo e amargo remédio, de só ser, nada cura, casta nos da gula e desapropria nos da possibilidade de conhecermos ao menos uma vez a explosiva paixão
No pensador.ai desde