Frase de Davi Rogério
Entre o amor e a desconfiança Amamos com culpa nas mãos, e medo nos olhos. O amor veio torto, nasceu de um erro e quis se endireitar no caminho. Eu pedi paz, ela pediu confiança. Mas o silêncio gritava mais alto que as promessas e os gestos desmentiam as palavras. Carregamos passados como sombras, seguindo a gente mesmo ao meio-dia. Ciúmes não eram falta de amor, eram excesso de insegurança, era o pavor de ser trocado do mesmo jeito que um dia alguém foi. Ela dizia “confia”, mas não largava as portas abertas. Eu dizia “fico”, mas já estava cansado de vigiar. Nos amamos… mas amor sem credibilidade vira dúvida, vira nó no peito, vira guerra fria entre dois corações cansados. Talvez não tenha faltado sentimento. Talvez tenha faltado coragem de ser inteiro, de ser claro, ou de admitir que amar não é suficiente quando não há paz. E assim seguimos não por falta de amor, mas por excesso de medo de ficar ou de partir.
No pensador.ai desde