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Frase de Rodrigo Guimarães Pena

A musica e eu - 2008 Você que ama música, compreende Todas as pompas e triunfos deste som. Você que ora segue, por amizade ou por paixão, Por toda esta extensão deste terreno inexplorado, Que navega em uma rocha, por um céu tão infinito Onde o sol se põe em rito numa câmara de sombra, Contra esta silhueta de janela espacial, Você que, por vezes, acompanha a aventura, Inconformado com a falta de um roteiro prévio, Muitas vezes não se atreve a pensar Que tudo pode não ser real, que se parece com um sonho, E que precisamos acordar se quisermos entender, o porquê De tudo, afinal... Mas, antes, que é preciso saber que a vida é melhor sorvida, Quando há uma atenção especial na musica, Na alma que é, e que ama a musica, E que chora com o soar das cordas de um violoncelo, Riscadas pelo arco impune... É um paradoxo que nos faz ficar focados e ao mesmo tempo dispersos, Criteriosos e indiferentes, frios e emotivos... Ela nos faz assim, a musica... Lendo ou intimamente sofrendo as notas que emanam Da varredura do braço do instrumento, Sigo em minha jornada existencial, Por mais que o arco sangre, lacrimeje...ou sorria... Assim penso eu, este é o ar que me mantém vivo ! Sou a criança e sua melodia pura, Sou a fome de amor de um coração carente, Sou o meio, entre a doce e vaga tristeza de um desamor Sou o mistério de um fim anunciado que nos espera... Sou a musica, sou poesia... sou imortal !

Rodrigo Guimarães Pena

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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a batatinha e a mamãe Rodrigo Guimarães Pena(2004) (do conhecido versinho de domínio público, nasceu esta "Ode ao Amor de Mãe")
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a batatinha e a mamãe Rodrigo Guimarães Pena(2004) (do conhecido versinho de domínio público, nasceu esta "Ode ao Amor de Mãe") a batatinha e a mamãe ( 2004) Batatinha quando nasce, Espalha rama pelo chão... Mamãezinha quando dorme Põe a mão no coração... Coração de Mãe é enorme Bem maior que um avião... Toda vez que você dorme, Sonhos vem do Coração... Pra mamãe, como um presente, Deve versos recitar, E pra que fique mais contente, Um segredo eu vou contar: Sabe quem criou o Amor ? Pois eu sei, e Eu vou falar: Quando há muito tempo atrás, Deus criou céu, terra e mar, Criou também Adão e Eva, E ensinou o Amor ao par... Por um tempo, observando, Começou a preocupar: “Como é belo o tal Amor, Tão lindo e tão intenso... Mas está sobrando senso, Eu preciso melhorar... Amar alguém Só se alguém também te amar?” O que Eu quero é bem maior”, Disse Deus, e completou: “Quero o Amor que não quer troca, Que não peça, que se doe, E incompreendido, a dor suporta E além do mais, Ainda perdoe... Então, a Mãe, DEUS teve que inventar... E do coração da Mãe Fez o maior lugar que há, Pois previa já o tamanho Que o amor de Mãe pode chegar... E DEUS não erra, e não errou... O Amor que a prima-Mãe mostrou Foi do jeito que previa, DEUS então determinou : “Mãe, serás do amor, Amor-a-dia “... Por isto, Quando eu for “papai/mamãe” um dia, Da Mamãe eu vou lembrar... “- Todo amor de uma família vem da Mãe... . ...que se espalha como rama em cada olhar...

Segure minhas mãos - 2015 Segure minhas mãos, Não vá embora, não se afaste,
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Segure minhas mãos - 2015 Segure minhas mãos, Não vá embora, não se afaste, O que carrega é tão pesado, E falar não faz que passe, Que histórias traz consigo Dentro do seu coração, Venha aqui cantar um rock É só um rock, meu irmão É o bastante pra expulsar Da sua vida a solidão, Conte pra mim, mesmo em lamento O que te vai no pensamento Ninguém quer estar sozinho Sente aqui, bem a meu lado, Bem aqui onde eu me sento, Venha aqui olhar a vida Deixe a vida olhar voce A vida quer te dar a chance Se levante, encare o lance, Pois do chão nada se vê...

Inexistência - 2016 Hotel, beira mar... As cortinas são desenhadas por causa do sol,
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Inexistência - 2016 Hotel, beira mar... As cortinas são desenhadas por causa do sol, Neste quarto que é melancolia, sem cor... Os barcos valsam ao sabor das ondas brilhantes, Vencendo as marés, que como as cortinas, são sopradas Sobre as praias, tentando impedir seu lançar ao desconhecido... Enquanto eu, sentado na areia da praia, sozinho, Sinto as brisas de verão escreverem levas redondas, E se precipitarem lateralmente. E uma após outra levantam a areia branca que envolvem meu rosto; Meus olhos se encontram em silêncio, estáticos. A alegria e o êxtase da cena parecem como um doce que deve ser comido. E enquanto a luz do sol se impõe no fresco da manhã, as andorinhas, escravas dos beirais do mar, constroem seus ninhos em cima, como um homem que semeia polias, ao longo de um túnel de luz. E para sentir a luz em mim, seguida de um rápido bater de asas dos pássaros, roubo mais um tempo da vida antes de virar e fugir dali. Sinto o toque de um ínfimo grão de areia, que a rigor deveria passar despercebido, deliciosamente. Giro lentamente até tocar a agua fria com meus pés. Não há como se apegar; Instintivamente, eles pulam as ondas. Partem de mim, e eu a liderá-los por entre a folhagem fina que ladeia a praia. Vou nessa vida como um cometa errante que leva para o infinito as mais raras gemas, espalhadas pelo vento alto, para novamente, terra-formar o desconhecido, desconhecido. Portanto, inexisto, agora...

Palavras & Letras (2009) Após o repetido encarar do branco das folhas se mostrar contumaz, confesso: São dolorosas as letras, principalmente quando se juntam, em cambulhada, à soberba das palavras.
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Palavras & Letras (2009) Após o repetido encarar do branco das folhas se mostrar contumaz, confesso: São dolorosas as letras, principalmente quando se juntam, em cambulhada, à soberba das palavras. E pior ainda se chegam ao papel, seja na exposta frente ou no escondido verso. Submerjo, naufrago... afogo em pensamentos dispersos... Existirá mundo sem letras - consoantes, vogais, Com ou sem aspas ou pontos, infames sinais, Personagens discretos de palavras patéticas em frases conexas, Fortuitas, complexas, infindas? Disfarço, empalideço... São medonhos os medos que ocorrem em assuntos transversos... Em vão, tento crer só na existência dos dias em mundos letrados, De grafadas palavras, garfadas por Pensamentos famintos de uma mente inquieta, Regados em instinto animal que vegeta Embutido em nosso ego ancestral... Revolvo pergaminhos sangrados, Recolhidos de despojos em batalhas intermináveis, Arrestados de indesejadas corjas de ideias alienadas, Por vezes ensandecidas... Malogradas, incompletas e Ludibriadamente expostas, As Letras nas Palavras remanescem ! E nas horas últimas, são Expulsas pelo fórceps da vã impaciência... Nelas, me agarro, sôfrego...desesperado.. Ai de mim !!! Sinto a gosma da imperfeição minar e fluir... Esvaio-me. Suo bicas, me rendo. Delas é (chegada) a vez. ...e é nelas, e com elas que minha mente tenta por si, refazer-se... Ressurge, convoca, agrega, aloca o que resta em mim... Inclemente, um pensamento as recolhe, e traz de volta... ...voltando ao início do fim...