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Frase de Romário Camelo

Parábola II "o cofre de isopor" Proponho a seguinte parábola: Imagine que nos conhecêssemos. Vivêssemos em uma vila de casas onde cada um tivesse sua ocupação. Na minha casa, havia um cofre. Certa vez, tu me confias mil dinheiros para guardar — afinal, confiamos mutuamente, correto? Com os mil dinheiros guardados em meu cofre, eu te entrego a chave de uma gaveta com tranca: só eu e tu temos acesso. Confiando nos teus mil dinheiros, eu peço emprestados cinco mil. Empresto mil a um ladrão, mil a um mentiroso, mil a um louco e dois mil a ti mesmo. Ora, com a esperança de receber os juros do que foi emprestado, eu te ofereço uma carteira de investimentos: "Dê-me quinhentos dinheiros e eu lhe pagarei um quinto de juros ao ano". Vamos refletir? Estamos contando com os mil dinheiros que me deste para guardar, certo? E se tu os retira de mim? Pronto: expliquei em papel de pão a economia frágil dos grandes bancos. Para o caso do Banco M, acrescente: Certo dia, o centurião consultou o livro-caixa e percebeu, horrorizado, que o prejuízo de muitos era inevitável. Guarneceu minha casa e meu cofre com guardas e, em um bazar improvisado, vendeu todos os meus bens a fim de reaver parte do dinheiro perdido.

Romário Camelo

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Pensador.com

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