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Frase de Ana Paula Zandoná

Nada soa mais ridículo que a inutilidade da vida. Talvez não da vida por completo, mas do papel inútil que desempenhamos nela. É até meio deprimente pensar nisso; no entanto, depois de um tempo analisando para que razão fazemos tudo o que fazemos enquanto vivos cheguei a essa conclusão. Ok, nos formamos no ensino fundamental com mérito, no ensino médio com esforço, e na faculdade depois de 10 anos. Mas cumprimos tudo, como manda o script. No meio disso tudo, saímos a festas, nos divertimos, conhecemos pessoas, viajamos e etc. Nós fazemos tudo como deve - e não deve - ser feito, orgulhamos nossos pais, arranjamos um emprego que paga bem e estamos "bem na vida". Contudo, existe um certo vazio e um questionamento que permanecem: para quê? Parece que vamos ser sempre escravos da vida. Almejamos aquela liberdade tão utópica, e, aos poucos, percebemos duramente que ela nada mais é que MERAMENTE utópica. Estamos presos ao nosso ciclo perfeito de vida, que parece nos sufocar cada vez mais, e não conseguimos nos libertar disso. De que adianta termos um emprego legal se, por muitas vezes, o que devemos fazer é só seguir ordens? De que adianta viajar e ver o mundo se voltamos para o nossa realidade que é tão mediana? De que adianta obedecer a tudo para poder "estar bem na vida" se não é isso que queremos? E, o mais intrigante: de que adianta filosofar tanto se nada vai sair do papel? O que eu vou fazer depois de terminar de escrever isso? Dormir, acordar cedo, estudar e trabalhar. O ciclo perfeito, que permanece e permanecerá imperfeito por bastante tempo.

Ana Paula Zandoná

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Ana Paula Zandoná

"Você vai olhar aquelas fotos e vai dizer que eram seus amigos. E isso vai doer tanto!". Clichê, mas, como todo clichê, depois de um tempo começa a fazer sentido. A gente demora para entender o que as pessoas causam, deixam, e fazem com a gente; começa-se a perceber que algumas n…
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"Você vai olhar aquelas fotos e vai dizer que eram seus amigos. E isso vai doer tanto!". Clichê, mas, como todo clichê, depois de um tempo começa a fazer sentido. A gente demora para entender o que as pessoas causam, deixam, e fazem com a gente; começa-se a perceber que algumas não são substituíveis, que outras fazem falta no dia-a-dia e que muitas deixam um vazio enorme aonde a gente achava que jamais ia existir. Deixamos de pensar nos malefícios que o tempo pode trazer e esquecemos que muitas das relações podem estar fadadas aos mesmos. É claro que o tempo não é o único responsável para isso, porém, ele tende a ser o principal. Passam-se os anos depois da formatura, não é que ninguém se goste, é que as pessoas se "perdem" e se "acham" em outros lugares e companhias. Extremamente natural para quem vê de fora. Mas, a gente fica indignado por não ter podido mais ver tal pessoa, por não ter tido tempo para colocar a fofoca em dia com a Fulana, e até se arrepende de nunca ter dado "oi" para a Ciclana. É deplorável. Muitas vezes, até fortes alicerces tendem a se dissolver. Não existe explicação bastante e completamente veraz para tal, mas é crível que não se deve deixar de curtir aquilo que dura tão pouco por medo do que pode - ou não - vir depois. A duração é a mesma desses instantes das fotos... Lembra-se de tudo como se fosse ontem, mas quando fechar o sorriso depois da foto, o ontem já está bem distante.

Demora um certo tempo até que nos liguemos de que as promessas de que nunca mais iríamos nos apaixonar eram vãs. Jurávamos que era o último pé-na-bunda, que ia ser o último telefonema e o último cara de nossas vidas. Seríamos independentes; já que somos inteiras, não é? Grande e…
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Demora um certo tempo até que nos liguemos de que as promessas de que nunca mais iríamos nos apaixonar eram vãs. Jurávamos que era o último pé-na-bunda, que ia ser o último telefonema e o último cara de nossas vidas. Seríamos independentes; já que somos inteiras, não é? Grande e inútil mentira. A gente não sabia - ou fingia - que nem todos eram charlatães e cafajestes, nem todos tinham a pretensão de acabar com a gente. Descobrimos, surpreendentemente, que há uma pessoa que supera todas as nossas expectativas, que vai além do que acreditávamos ser amor; pensávamos que tudo tinha de ser como num conto de fadas, romântico e carinhoso, ou seja: perfeito. Mais uma besteira que acumulamos durante a nossa vida. O perfeito não é esbanjar o romantismo pra que todos vejam, é, na interioridade, poder ser quem sempre fomos, pensar e dizer o que queremos, sem ter de criar personagem algum. É, na essencialidade, ter um amigo, num namorado, um cúmplice, um amor; um verossímil significado da felicidade. É incrível como, depois de desacreditarmos na magnitude do amor, deparamo-nos com uma realidade não tão romântica quanto esperávamos, entretanto, real. Percebemos que, praticamente, se somarmos todos os homens que superam expectativas para cada uma das mulheres, notamos que nenhum sobra para poder ser chamado de cafajeste. Concluindo, então, que os homens não necessariamente não prestam, só não prestam para você. Eles são perfeitos individualmente para cada uma de nós.

Nós sofremos um bocado durante a vida até acharmos nosso ponto de equilíbrio. Ele não é, necessariamente, passar no vestibular para medicina, ser muito rico ou a festa do final de semana. Hipocrisia seria eu dizer que nada disso importa e que não é incrivelmente maravilhoso. Mas,…
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Nós sofremos um bocado durante a vida até acharmos nosso ponto de equilíbrio. Ele não é, necessariamente, passar no vestibular para medicina, ser muito rico ou a festa do final de semana. Hipocrisia seria eu dizer que nada disso importa e que não é incrivelmente maravilhoso. Mas, de nada adianta alcançarmos o suposto sucesso se não mantivermos nossos valores e princípios dignos - os alicerces para o nosso caratér. As pessoas esquecem que, antes de qualquer realização, há a ética, a integridade, a honestidade; as verdadeires medidoras de um ser humano. Não é só um diploma na faculdade ou um saldo na conta altíssimo que dizem se uma pessoa "presta" ou não. Tê-los, somente, sem o principal (o interior e os pensamentos) é como não ter nada. Afinal, o fundamento e mecanismo da nossa vida se baseiam em seguir o que nossos valores éticos e morais "mandam". O fato é que buscar a vida de uma maneira apenas superficial é supérfluo; a busca deve ser, incessantemente, pelo que somos e temos, pelos príncipios inerentes a nós. Antes de julgarmos apenas o que é trazido com uma pessoa, deve-se analisar o que tem dentro dela.

Hipocrisia dizer que aniversário significa maturidade; que o aprendizado é ligado somente aos erros cometidos; que errar é crescer. Se todos crescêssemos e aprendêssemos com o que fizemos de errado haveria muitos sábios por aí. O verdadeiro aprendizado é ligado à reflexão daqui…
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Hipocrisia dizer que aniversário significa maturidade; que o aprendizado é ligado somente aos erros cometidos; que errar é crescer. Se todos crescêssemos e aprendêssemos com o que fizemos de errado haveria muitos sábios por aí. O verdadeiro aprendizado é ligado à reflexão daquilo que se foi ou não vivido. Aprendi que quem tem amor tem tudo; seja familiar, namorado, amigos. O amor é o que move a vida e nos faz querer sermos melhor. Aprendi que ser tachado de bonzinho nem sempre é ruim. Aprendi que ser CDF é ótimo. Eles são os que se dão melhor na vida. Aprendi que ler é enriquecimento a nossa vida, de tal maneira que ninguém consegue tirar E que receber dinheiro por ser inteligente é a forma mais admirável de ficar rico. Aprendi que traição e falta de lealdade são uma das maiores crueldades que se podem cometer ao coração de alguém. Aprendi que a gente se sente muito mal quando nos julgam por certas atitudes; e quem dirá quando o fizemos a alguém. E que olhar torto para alguém não nos faz melhor. Aprendi que existem algumas coisas que não deveriam se guardar no coração, mas são grandes responsáveis pela nossa mutante ideologia. Aprendi que correr atrás do que se quer é preciso sempre; ninguém o faz se não nós mesmos. Aprendi que quem desrespeita idosos são pessoas frias. E que os pais são as pessoas as quais a gente sonha ser igual. Aprendi que sorrir e ser educado são a alegria do dia de alguém, sobretudo da própria realização pessoal. Aprendi que somos eternos errantes. Estamos em incessante crescimento; e só não cresce quem tem a cabeça tão pequena a ponto de achar que o amadurecimento vem junto com os anos.