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Frase de Kevin Fonseca de Lima

⁠UM JAZ ⁠ Quem ama deixa partir Arrancar as raízes sempre rompe e dói Da terra remexida nasce um cheiro fúnebre. O sal sai das olheiras covas Salga a veia cava adubando coroas Os crisântemos nutrem-se do velório. Vá, enquanto é primavera Tropece nas flores esquecidas em lapides Talvez eu ainda espere até o outono.

Kevin Fonseca de Lima

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Pensador.com

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Outras frases de Kevin Fonseca de Lima

⁠FLORES Y HOJAS Girassol mexicano perdido no verde Tão alaranjado e vivaz entre folhagens
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⁠FLORES Y HOJAS Girassol mexicano perdido no verde Tão alaranjado e vivaz entre folhagens Na mais baixa aquarela é terracota. Sei que és forte e floresce, chica Como brota em toque tórrido Por que ilude-se em rodovias cinzas? Não fuja das folhas meu bem Os buques são lindos, eu sei Mas caules cortados morrem.

⁠A QUATRO MIL METROS DE VOCÊ Rarefeito é o ar apesar do vento Entra em mim como água no deserto
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⁠A QUATRO MIL METROS DE VOCÊ Rarefeito é o ar apesar do vento Entra em mim como água no deserto O diafragma em soluços, tento A atmosfera que és tu, liberto. Respiro fundo e olho a queda A tristeza escarlate-artéria depreda O sangue azul-veneno em mim enreda Teu cheiro em meus alvéolos já não degreda. Almejo as habilidades dos pássaros Invejo os leves pulmões caros Desprender-me dos limites bárbaros A chegada ao topo é para os raros. Meus ouvidos me falam dos teus ecos Martela em meus tímpanos apáticos Destoam além dos meus instintos poéticos Seus ecléticos pensamentos sarcásticos.

⁠⁠ODE AOS PEIXES DE VERA CRUZ Aos peixes em solo firme eu digo: Saltou para a terra em criatividade
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⁠⁠ODE AOS PEIXES DE VERA CRUZ Aos peixes em solo firme eu digo: Saltou para a terra em criatividade Rastejou em lama em sua vitalidade Sempre esteve comendo fora d'água comigo. Esperançosos ao rio do futuro Elegem anzóis ao topo da cadeia Lembram-se e esquecem-se que já foi de aldeia Adaptam-se milhões de anos ao muro. Permanecem na esperança desde os antepassados Antigos que um dia nas águas rasas nadaram Ancestrais que todos os dias aos poucos andaram Nas azedas poças estavam sempre adoçados. O samba na nadadeira antes do pé! A novidade das mãos sempre em toque Afluentes culturais do Chuí ao Oiapoque, Folclore, danças polonesas e arrasta-pé. Tantas cores no manto verde e o cantar alto, Falam como araras, e que saudade da ararinha azul Reco-reco forte como vós do norte ao sul Amo odiar e odeio amar este mar alto. Vontade tenho de puxar-lhes as escamas Comem iscas na água, comem incas no solo Pirajuçara do bem, fisgada no no colo Namorado nas ideologias em chamas. Em redes antes dos coronéis Pescas nas caravelas de Portugal Escravidão em embarcação surreal Repetem golpes nos futuros papéis. Ó peixe que usa calças e é anfitrião Simpático este cardume que agrada Criatura gloriosa que por troca degrada Luta lá de longe sem ver que é em vão. Com cuidado, elevados peixes, sobreviveremos! Brigamos, amamos, será que também sou assim? Como os ratos de Noronha, a dor terá um fim Cuide das águas, Linguados terrestres, pois evoluímos!

⁠EU-JORGAL Ó trovador que abre seu lábio antigo, Diga a musa que ouve doce as cantigas de amigo:
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⁠EU-JORGAL Ó trovador que abre seu lábio antigo, Diga a musa que ouve doce as cantigas de amigo: Assim como tu sabes que mente para si, És tola e eu tolo, mesmo sem a tua harpa, Minha harpa é tua harpa, pois é para ti. Chego até querer ir a tua corte com lira de maldizer, Porem tua íris céu, cabelo ouro e branca rosada, Expulsa de mim a sátira grosseira a cavalgada Feito Segrel e seu cavalo perdido em toada . Desde as melodias da antiguidade Os trovadores sopravam realidades. E tu dama a mim desfere lira de escarnio Enquanto minha harpa compõe amor em grande ensaio.