Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DESPOJADA Despojada de mim, atravesso o tal inverno Na existência de uma flor, desconheço o nome No regresso ao esquecimento, espelho vazio Cega de uma tal solidão, na pureza abandonada O tempo flui no que procuro sem procurar Demanda do que sou, foi ou talvez, seja ainda Eu já sei que o teu desejo espreita o meu corpo Ele refugia-se nas trevas, num triste, belo sonho Sono de uma batalha, travada na madrugada Corpo ferido, que escorre de mim nas trevas Refugio-me no corpo vazio, de que disponho Sendo réu e o meu próprio juiz do desencanto.
No pensador.ai desde