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Frase de Abraham Cezar

Não folheiam, mas sentenciam, como quem encara um tomo fechado e crê decifrar-lhe os mistérios pelo traço do tempo na capa. Murmuram que és raso enigma, que teus passos se dissolvem no vento, mas ignoram que teu caminho se estende onde os pés daqueles que nem querem ousaram tocar. O silêncio, esse arauto impassível, sempre sussurra o que os tímpanos tíbios temem, pois a grandeza, em seu estado incipiente, é um espelho que fere os que não suportam o reflexo de si. Potencial é trovão contido no horizonte, um aviso que precede o dilúvio, e aqueles que habitam sob telhados frágeis preferem desacreditar o vento a fortalecer seus muros. Humildade exige menos que compreender; dissipar dói menos que buscar, pois enxergar além da névoa exige olhos que saibam ver. Mas diga-me: quantos já viram a alvorada de um relâmpago e compreenderam que estavam diante da luz, e não apenas do eco que a sucede? Os cegos ouvem e se espantam, os sábios veem e se encantam. A luz não suplica por meras críticas. Rasga as trevas sem pedir permissão. Ela rasga o véu das trevas, impassível, e somente aqueles que ousam encará-la são dignos de testemunhá-la.

Abraham Cezar

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Abraham Cezar

Se a intenção era atingir meu trabalho, errou a porta; se a intenção era me atingir usando inocentes como corredor, errou o prédio inteiro.
Amar de verdade não é ceder tudo. É saber o que é negociável e o que é digno. É entender que diálogo não é favor, é fundamento.
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Amar de verdade não é ceder tudo. É saber o que é negociável e o que é digno. É entender que diálogo não é favor, é fundamento. Que assumir erro não é humilhação, é maturidade. Que esperança não é sentimento, é prática. E que silêncio, quando vira hábito, não é paz. É abandono em câmera lenta.

Um intervalo onde a dor aprende a não fazer barulho. Onde o corpo aprende a suportar mais um pouco. Onde ninguém vence, ninguém perde — todos apenas continuam. Isso não é fracasso moral. É o retrato exato do que acontece quando a sensibilidade sobrevive tempo demais sem testemunh…
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Um intervalo onde a dor aprende a não fazer barulho. Onde o corpo aprende a suportar mais um pouco. Onde ninguém vence, ninguém perde — todos apenas continuam. Isso não é fracasso moral. É o retrato exato do que acontece quando a sensibilidade sobrevive tempo demais sem testemunhas.