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Frase de Márcia Wayna Kambeba

No território indígena, O silêncio é sabedoria milenar, Aprendemos com os mais velhos A ouvir, mais que falar. No silêncio da minha flecha, Resisti, não fui vencido, Fiz do silêncio a minha arma Pra lutar contra o inimigo. Silenciar é preciso, Para ouvir com o coração, A voz da natureza, O choro do nosso chão, O canto da mãe d’água Que na dança com o vento, Pede que a respeite, Pois é fonte de sustento. É preciso silenciar, Para pensar na solução, De frear o homem branco, Defendendo nosso lar, Fonte de vida e beleza, Para nós, para a nação!

Márcia Wayna Kambeba

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Márcia Wayna Kambeba

Não existe uma "cara de índio", mas sim uma identidade que nos torna pertencentes a um povo.
A arma de fogo superou minha flecha, Minha nudez se tornou escandalização, Minha língua foi mantida no anonimato,
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A arma de fogo superou minha flecha, Minha nudez se tornou escandalização, Minha língua foi mantida no anonimato, Mudaram minha vida, destruíram o meu chão. Antes todos viviam unidos, Hoje, se vive separado. Antes se fazia o Ajuri, Hoje, é cada um para o seu lado. Antes a terra era nossa casa, Hoje, se vive oprimido. Antes era só chegar e morar, Hoje, nosso território está dividido.

Minha casa era feita de palha, Simples, na aldeia cresci Na lembrança que trago agora,
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Minha casa era feita de palha, Simples, na aldeia cresci Na lembrança que trago agora, De um lugar que eu nunca esqueci. Meu canto era bem diferente, Cantava na língua Tupi, Hoje, meu canto guerreiro, Se une aos Kambeba, aos Tembé, aos Guarani. Hoje, no mundo em que vivo, Minha selva, em pedra se tornou, Não tenho a calma de outrora, Minha rotina também já mudou. Em convívio com a sociedade, Minha cara de “índia” não se transformou, Posso ser quem tu és, Sem perder a essência que sou, Mantenho meu ser indígena, Na minha Identidade, Falando da importância do meu povo, Mesmo vivendo na cidade.