Pular para o conteúdo

Frase de Gilderson Santos

Olhando a tela móvel em minhas mãos, a vejo, e ao ver percebo o finito tempo que escorre, as incertezas da vida, algo tão passageiro e sem sentido que faz em nós repassar o destino. Por que saber de tudo? Vendo as memórias que o tempo registrou e apagou, vejo amargura, felicidade, surpresa, tudo que por horas, e naquelas horas, decidimos o qual decidido seria o nosso fim. Queria ver as estrelas, mas estrelas são distantes, e vê-las seria o mais esplêndido sonho. Por que o espaço-tempo é tão ambicioso? Por que não mais tempo? Por que desperdiçamos o tempo? Por que não entregamos o conhecimento sem o perder ao dormir pela última vez? Por que vangloriar para os descendentes, se nem o conhecemos? Por que os amamos tanto, se nem poderemos vê-los crescer? Relembro o sonho de ver as estrelas, o qual decidido era vê-las na infância, mas a jornada até encontrá-las era um desgaste. Desligando a tela móvel, vejo neste instante as estrelas no céu, um céu que choro ao relembrar, pois era o céu que via na infância, um céu que compartilhei a visão de estrela cadente, mas o seu brilho diminuiu. Pois a magia… por que dizer magia? Pois era isso. Relembrando, vejo que a visão infantil estava embaçada. O que o fazia especial era a família, os conhecidos, a pureza do mundo. Talvez o espaço-tempo não seja cruel, talvez ele tenha percebido que a beleza do mundo só é percebida no fim e vivenciada no início, e lapidada enquanto corremos, deixando os sonhos infantis no percalço do mundo.

Gilderson Santos

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)