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Frase de Alan Motta Lins

RELVA - CAPÍTULO 12 Minha retina conhece seus contornos, te reconheceria no escuro, sei as nuances do aroma dos seus cabelos.. . (Não sei se escrevo isso..) . . Sara.. seus olhos me lembram as águas calmas do oceano, me perco dentro de mim, me encontro quando te acho . . (Seria grandioso demais, talvez..) . Sara, quero ter você em meus braços e poder viajar pelo universo colado nos seus beijos . . (Astronômico demais..) . . Amor, você me tira o ar, e me devolve o oxigênio puro que eu preciso pra poder sobreviver debaixo das águas desse sentimento que nos envolve . . (poético e hídrico demais...) . . Sara, sua voz é a o canto que me anima e me faz querer viver mais e mais, pra poder te ver, quero te fazer feliz.. ( Simples demais... ) . . Difícil dizer pra quem ama, coisas simples, a gente sempre tenta enfeitar as palavras, perfumar os versos, que embora fiquem bonitos, são muito mais belos quando são sinceros . . Quanta beleza existe na sinceridade, no falar simples, na espontaneidade do: gosto de vc, do não me me importo, do pode chorar, isso é normal.. ou o isso passa.. . . . Sara.. só queria dizer que TE AMO, com letras maiúsculas, simples como seu sorriso, simples como seu anel de pedra azul, simples como suas tranças num dia de domingo . . . CONTINUA

Alan Motta Lins

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Alan Motta Lins

RELVA - CAPÍTULO 13 Encontramos um filhote de pássaro morto embaixo de uma árvore. Provavelmente caiu do ninho, os pais sobrevoavam cobrindo-o com folhas secas. O carinho e o cuidado dos pais é uma lição. Ninho vazio, eles ali estavam, solenemente preservando aquele que poderia…
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RELVA - CAPÍTULO 13 Encontramos um filhote de pássaro morto embaixo de uma árvore. Provavelmente caiu do ninho, os pais sobrevoavam cobrindo-o com folhas secas. O carinho e o cuidado dos pais é uma lição. Ninho vazio, eles ali estavam, solenemente preservando aquele que poderia ter sido um pássaro cantante, mas pelo acaso do destino, não pôde ser. Observamos aquilo, Sara se emocionou e me abraçou. Mesmo sendo a única certeza da vida. Não estamos preparados para a morte. Para o fim das coisas. Lidar com a perda é algo que o ser humano aprende no curso da vida. Aprender que nem tudo vai dar certo. Nem todas as histórias terminam com um final feliz. Nem todos os animais são sutis e afetuosos, alguns felinos logo após o parto, se afastam da sua prole e alguns até comem seus filhotes ainda vivos. Não por crueldade. Mas por instinto. Ali abraçado com Sara, pensei nos meus pais, e o processo de separação que estão passando. Ambos estão colocando folhas soltas sobre mim, pra me proteger, sabem que não aprovo a separação, mas não posso ser egoísta e imaginar que eles precisam morrer em vida, juntos, apenas por minha causa. Meu pai, sisudo, há anos, troca poucas palavras com minha mãe, que por sua vez, ameniza, dizendo que a vida é assim, "ruim com ele, pior sem ele" sempre diz. Frase clichê para evitar a tempestade, como quem precisa sair na chuva, mas sabe o que guarda-chuva não aguentará o peso das águas e irá inevitavelmente se molhar. Sara nem imaginava o que eu estava pensando, mas como se pudesse ler meus pensamentos, me disse: - Levi, mesmo que um dia fiquemos sem assunto, nosso ninho fique vazio, eu amarei você com todo meu coração, nunca te deixarei sozinho. - Te amo - eu disse. Nos abraçamos forte e voltamos pra casa com passos lentos apreciando a paisagem e o canto dos pássaros. Pássaros que não caíram do ninho. . . . . CONTINUA

RELVA - CAPITULO 5 Arethusa foi um blefe. Quando perguntei pra Sara qual seria um presente ideal, na verdade eu queria sondar e fazer um pouco de ciúmes nela. . Bobagem, mas alguns homens fazem isso, o famoso "jogar verde" pra colher maduro. Pra saber se realmente ela está gost…
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RELVA - CAPITULO 5 Arethusa foi um blefe. Quando perguntei pra Sara qual seria um presente ideal, na verdade eu queria sondar e fazer um pouco de ciúmes nela. . Bobagem, mas alguns homens fazem isso, o famoso "jogar verde" pra colher maduro. Pra saber se realmente ela está gostando na mesma intensidade. As vezes funciona, as vezes não. Mas sempre é tosco, isso é fato. . Sara é uma pessoa linda, quando estou ao lado dela meu mundo fica colorido, comparar ela com Arethusa foi surreal, bem mais do que presentear alguém com uma jaca. . . 16h12 . . - Desapaixonei. Diz Levi reclinado na grama ainda úmida da chuva no dia anterior - Da professora? - Sim. - Que bom Levi, você realmente não combina com ela. - Ah, Sara, somos cheios de amores improváveis, platônicos. - Sim, a gente se apaixona pela lua, de longe, ou pelas estrelas só pelo brilho. - E o brilho da estrela é só o passado, sempre que vemos brilho, contemplamos o passado, pois elas estão tão distantes que o que enxergamos é a luz do que um dia ela foi. A maioria não existe mais. - Levi, se a gente for pensar tudo é efêmero mesmo. Só não meu amor por você. Levi mexeu sua cabeça na direção de Sara tentando enxergar e acreditar no que tinha ouvido, seu coração batia tão forte que ficou com medo que ela ouvisse os tambores dentro do seu tórax - Sara? Repete por favor - Levi não vou repetir nada - Você ouve bem até demais - disse ela - escorrendo a mão pela grama entre a cerca até tocar os dedos de Levi. Sara tinha unhas pintadas de preto, contrastando a pele branca leite, não mais branca que a pele albina de Levi. Agora pálido pela declaração. - Ambos apertaram a mãos antes frias agora aquecendo a ponta dos dedos como um cobertor quente em dia de inverno. O coração de Levi volta ao normal, o de Sara se enche de ar. Ambos deitados na grama apenas ouvem o som das folhas e dos pássaros. Um fragmento bom de uma vida em paz. Juntos ali em seu universo particular . Levi pensa que acreditei na história da paixão pela Arethusa. Bobo. Eu sei que estamos ligados. . Nossa vida é assim. Dias de chuva. Dias de sol. . Aproveitemos o hoje Só temos ele O eterno, agora. . . CONTINUA

RELVA - CAPITULO 6 Fui ao oftalmologista. Parece surreal mas eu quase cego vou quase que semanalmente ao oftalmo, recebi uma notícia essa semana que me deixou com um sentimento estranho . .
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RELVA - CAPITULO 6 Fui ao oftalmologista. Parece surreal mas eu quase cego vou quase que semanalmente ao oftalmo, recebi uma notícia essa semana que me deixou com um sentimento estranho . . Nós nunca queremos enxergar as coisas como elas são, sempre maquiamos para que melhor nos sirva, amizades interesseiras, vizinhas fofoqueiras, palavras não ditas. Sempre fingimos não ver. Mesmo vendo. É incrível como somos capazes de negar o que está bem diante dos nossos olhos . . - Sara, fui ao oftalmo ontem - diz Levi com voz cansada deitado na relva. - Hã, e aí? Novidades? - Sim. Tenho novidades. Farei um transplante de córnea em 2 meses e após 20 dias de recuperação. Irei enxergar normalmente. - COMO ASSIM?? VOCÊ ESTÁ FALANDO SÉRIO? Sara pula por cima da cerca e abraça Levi com um aperto que o fez rir com o susto e com a cena. - Sim, e as chances de sucesso são altas. - LEVI ISSO É MARAVILHOSO!!! - Sim, Sara também estou feliz, mas assustado também. Não sei como vou me adaptar a enxergar o mundo como ele realmente é. Igual aquele livro que te emprestei lembra? O escafandro e a borboleta. Me sinto daquele jeito, como se estivesse prestes a sair de um coma. Para uma nova realidade. - Ah, Levi.. bobagem. Eu estarei perto de você. Te mostro esse novo velho mundo. . . Sara beijou levemente o rosto de Levi que sorriu como se procurasse de onde havia vindo aquele toque sutil . . . . Como eu amo esse garoto, me dá vontade de explodir de chorar em tanta alegria ao saber que ele vai poder sair do casulo e ver o mundo. Quero estar ao lado dele em cada pôr do Sol, cada cor nova que ele descobrir. Eu estarei lá. . . . Pintamos a vida com a paleta de cores que nos dão. Busque novas cores. . . . . . . CONTINUA

RELVA - CAPITULO 9 De todas cores que agora vejo, a mais bonita é o azul do peixe beta que está no aquário em meu quarto. Minha mãe a chama de Luna, embora eu ache engraçado chamar um peixe pelo nome como se fosse um gato ou um cachorro. . Luna, tem sido minha companheira. Ela…
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RELVA - CAPITULO 9 De todas cores que agora vejo, a mais bonita é o azul do peixe beta que está no aquário em meu quarto. Minha mãe a chama de Luna, embora eu ache engraçado chamar um peixe pelo nome como se fosse um gato ou um cachorro. . Luna, tem sido minha companheira. Ela em seu aquário sob a cômoda e eu no meu aquário chamado quarto. Somos assim. Cada um de nós leva a vida semelhante ao peixe que me refiro. Temos nosso próprio habitat limitado . Nossas amizades aquário. Nosso trabalho aquário. Relacionamentos Aquário. . Qual de nós não conhece alguém que vive pura e simplesmente por aparência, com a vida cheia de flores de plástico, pedrinhas simulando o fundo do mar, Luna tem um boneco simulando um mergulhador soltando bolhas vinte e quatro horas sem parar. Rotina insana. Falso oxigênio. Embora mórbido. Luna parece feliz, desliza o dia inteiro pela extensão do quadrado de vidro. Vez ou outra adormece e fica em um cantinho. Logo se acende quando minúsculos grãos de atenção caem na superfície da água . . Nós humanos somos assim, vivemos em nossas vidas aquário, nossas lágrimas se misturam à água do aquário cotidiano . Meus pais são assim, vivem uma vida de aparências, a mais de 25 anos. Me sinto culpado pela infelicidade deles. Permaneceram juntos "para-cuidar-do-filho-cego" todo esse tempo; hoje não mais. Agora que enxergo. Sou a carta de auforria dos dois. Porém algo me diz, que mesmo infelizes, eles continuarão juntos. Convivendo na mesma água. Vida de plástico, sem cor. . . Eu e Sara faremos um trato, de não permitir que nossa vida seja um aquário, somos peixes de oceano . . Amor Oceano . . . . CONTINUA