Frase de Emily Brontë
Últimas palavras Eu não podia saber como é duro e cruel Pronunciar a palavra Adeus; Hoje no entanto volto como suplicante, Para juntar às orações do coração a voz dos lábios. A colina deserta e o inverno matinal, Bem como a árvore de séculos nodosos, Podem despertar o desprezo da tua alma: Acharei para eles um desdém semelhante. Tenho o direito de esquecer teus olhos negros, Suas sombras, E o encanto fascinante de teus lábios pérfidos. Não renegaste as promessas sagradas Que outrora formularam os teus lábios sem fé? Se basta ordenar para forçar o teu amor, Se ele se deixar deter pela razão das paredes, Não saberei obrigar uma alma a se afligir Com semelhantes traições e friezas desta espécie. Pois sei que existe mais de um coração Que, ligando-se ao meu, Por uma longa prova assegurou este laço. E sei de um olhar cujo brilho passageiro Durante muito tempo dividiu comigo o seu calor bendito. Estes olhos serão para mim o Tempo e a Luz. Minha alma com seu auxílio enfim se evadirá. Eles expulsarão de mim os sonhos insensatos, E as sombrias litanias onde a memória se aconchega.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: O vento da noite. Rio de Janeiro: José Olympio, 2022. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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