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Frase de Cecília França

Uma maré de sangue se ondulou no chão da avenida silenciosa, meus cabelos pregaram no rosto, o primeiro tronco negro que avistei, envenenei com minha fraqueza, tempestade... Quantas gotículas pesadas caem sobre minha carne, alguém por favor ilumine essa ruela sórdida e absorva de mim o peso dessa cruz de madeira? Estou decidida a não errar mais... Partículas de odor e um tenebroso rangido de botas entrando em atrito com o chão me deixaram em alerta, a névoa nunca esteve tão vasta... Fitei com dificuldade aquele corpo esguio que vinha em torno da minha direção trajando a tons sombrios. Insinuou medo, tive sensações déjà vu, uma afronta terrível de querer encarar o medo com ousadia. Mas corri, Porque o medo é algo fatídico, porque aquele coldre de couro na sua cintura, insinuava medo, não proteção. Rápido como um raio, empurrou violentamente os meus ombros pra traz, cai. Mas não inconsciente, sim sufocada com aquele macho em cima de mim! Soquei seus seios rijos em tentativas de um golpe, mas em frações, segurou minhas mãos sobre o chão crespo. Quase obsceno de tão sedutor, dono de um jeito perspicaz, ficou clara sua sagacidade., DE NOVO NÃO... Sem ver, rolamos no chão de lama ralando o nosso corpo na avenida, eu estava decidida a não errar novamente, mas aquele macho gracioso voltou-me a aparecer novamente.

Cecília França

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Pensador.com

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Outras frases de Cecília França

não preciso de amor em forma de espuma, espumas só me satisfazem na hora do banho.
Aqueles olhos negros, estranhos e sérios penetravam em mim. Quis entender como, mas, eu estava tão perdida, eu... Eu estava paralisada, enfeitiçada naquela sua expressão endurecida solta no ar... Parecia nunca sorrir, parecia difícil de se arrancar um riso, parecia ter a perversi…
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Aqueles olhos negros, estranhos e sérios penetravam em mim. Quis entender como, mas, eu estava tão perdida, eu... Eu estava paralisada, enfeitiçada naquela sua expressão endurecida solta no ar... Parecia nunca sorrir, parecia difícil de se arrancar um riso, parecia ter a perversidade de uma arma letal. Me olhava confusamente sem piscar forçando uma imagem de quem queria saber o que se passava dentro de mim... E, quando tocou seus dedos grosseiros em mim, agiu como folhas secas caídas de um arbusto, causando-me um estranho e leve arrepio... Seus dedos iam e vinham, subiam e desciam da minha boca até os olhos acompanhando o meu olhar, olhando-me para lá e para cá. Aproximei-me e levei minha mão na sua mão formando uma breve união laçando seus dedos nos meus dedos, subi sua mão até a minha boca e lhe rocei um beijo seco olhando-te com ternura, e disse: - votre amour est mon amour Me olhou misteriosamente, quando eu já sabia que não havia entendido aquele francês. E, não era para, pois, era cedo demais para entender aquele sentimento terno que havia florescido em mim num olhar...