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Frase de Henrique Mendes

Sentimentos Eu não sei por onde começar É uma explosão de sentimentos Tudo misturado e cunfuso Não sei onde isso vai dar Consigo sintir o amor Quero amar Mas não estou conseguindo encontrar Consigo sentir o amor, a dor... A solidão é sorrateira Ela me espreita A depressão me assusta A tristeza se esconde Eu sei que ela está ali Eu sinto ela dentro de mim Ninguém consegue ver Porque elas estão cega demais olhando pra si A felicidade que aparento ter Nem sempre está lá Minha descontração Pode ser minha condenação Quem grita não quer ser ouvido Quem chora não quer ser visto Quem é cheio por fora é vazio por dentro Quem se mostra não é nada Amor, talvez esse seja o motivo Esse pode ser o meu motivo Não só o meu Mas o também o seu É como mergulhar num oceano Profundo, frio e solitário Em busca de algo Sem saber onde ele está Não sabemos onde procurar E seguimos vivendo Na incerteza do amor O amor... O amor As vezes tenho vontade de morrer E acabar com tudo que me mata A solidão principalmente Quero morrer, morrer de amor Morrer de amor por alguém Sentir algo que não sei mais o que é Sentir o coração disparando Sentir o beijo de amor Sentir o calor dela Olhar pra ela e saber que é grato por isso Olhar pra ela e falar o mais sincero Te amo, te amo e te amo...

Henrique Mendes

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Pensador.com

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Jamais te sonhei mar... Jamais te sonhei mar, imensidão, infinitude.
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Jamais te sonhei mar... Jamais te sonhei mar, imensidão, infinitude. Mas sempre ambicionei que em ti o meu nado fosse poema e deslumbramento, carícia total em gesto conhecido. Elegância escolhida sempre. Sempre quis que as palavras fossem passos paralelos dando voz a caminhos convergindo ao sublime. Por isso nunca me seduziram os murmúrios nem as mensagens pouco firmes das lágrimas, em emoções que a dúvida profana. Por isso nunca olhei menos longe que a distância confortável da abstração, onde se difusam as formas e os medos. Por isso nunca disse em sussurros o que o peito me ordenava aos gritos. Por isso tantas vezes calei a alegria da erva molhada das manhãs, insisti em não entender céus luminosos e fiz-me surdo a dobrados de sinos bucólicos, que me remetiam a outros tempos - onde o tempo ainda não era um luxo e, resultando de um lento passado, preconizava um futuro onde tudo estava por escrever.

Talvez tenha construído demasiado longo esse túnel feito de palavras. Esmeradas, escolhidas, polidas como jóias.
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Talvez tenha construído demasiado longo esse túnel feito de palavras. Esmeradas, escolhidas, polidas como jóias. Únicas todas elas, raras e tão especiais. Mas um túnel demasiado longo, sem claridade na saída. Nada. Nada, a não ser o brilho escuro, familiar, vindo do próprio túnel, onânico, solitário, de mais palavras desabrochando momentos, feições novas de velhos significados revistos, velhas roupagens puídas cerzidas mais uma vez. Apenas mais palavras. Uma espécie de infinito tornado cúmplice, noite, penumbra escondendo os outros, suas dores, mágoas, medos, monstros, e escondendo-me de quase todos eles. Tudo para dar-me o tempo de mais um poema, jamais singular, e jamais definitivo, como tanto desejaria que fosse. Jamais um poema revelador, feito de luz, maior que apenas um monólogo incontido, mostrando-se além da prudência que o tempo trouxe. E, inevitavelmente, jamais algo que me colocasse além das simples palavras. E de monólogos no meio de um túnel.