Frase de Valda Fogaça
Operariado Escorre suor das mãos calejadas desses sertanejos esperançosos que agarram o cabo da enxada com ânimo e certeza de se a chuva não faltar haverá sempre o feijão na mesa. Escorre suor do rosto do operário numa enfadonha jornada de oito horas para garantir no fim do mês o salário: que mal compra a cesta básica ; que não paga o alugue; que não paga a escola ; que nem parece um salário, mas que parece uma esmola. O jeito é virar bicheiro, político ou banqueiro. Quem sabe pastor de igreja. Qualquer coisa desse gênero desde que não fraqueja! O suor que goteja: das mãos, do rosto desses cidadãos que enriquece o patrão, o patrão orgulhoso do que faz; o feitor sem chicote que açoita seu escravo, o escravo assalariado
No pensador.ai desde