Frase de Graciela D. William
O Testamento do Sangue Não houve papel, selo ou assinatura, Nem bens de valor para se partilhar. A herança veio em forma de amargura, Num silêncio antigo, difícil de quebrar. É um eco que habita o corredor da alma, Um medo herdado de quem já se foi, Uma tempestade que rouba a calma, Uma ferida velha que ainda dói. Levamos no sangue o que o tempo não apaga: A fome de ontem, a dor do antepassado. A linhagem segue, como uma onda, uma vaga, Arrastando o presente pro peso do passado. Mas quem carrega o fardo também tem a mão Que pode, enfim, soltar a velha corrente. Para que o filho não herde a solidão, E o futuro floresça, enfim, diferente.
No pensador.ai desde