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Frase de Petter Royal

⁠Indecisão. Eis o mal do homem moderno. Não sei se A ou se B, Se aparo ou não a barba. Se corto o cabelo, Ou se deixo crescer. Não sei nem o que sou, Quiça o que quero fazer. Só sei de uma coisa. O que com certeza eu não quero ser. Aprendi com meu pai. A não fazer como ele, A não ser como ele. A escolher não continuar como um homem moderno. Mas então o que sou? Um homem no tempo, fora de seu tempo? Um ponteiro que se volta contra o relógio, eis o que sou? Eu não sei.

Petter Royal

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Embriaguez Nossas mães e esposas dizem para não bebermos. Infernizam-nos, caramba! Nada vem de graça. Sei disso. Mas vivemos em um mundo caótico e imprevisível. Amanhã posso acordar morto. Então, se puder comprar felicidade no presente, que é certo, com a possível dor de um futuro incerto, está não será uma ótima barganha?

Madrugada de Junho Chamam-me Zé, da terra do rei. Apesar disso, um humilde plebeu. Cidadão orgulhoso, hébrio eventual e desafortunado, estudante bem sucedido e intelectual fracassado.
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Madrugada de Junho Chamam-me Zé, da terra do rei. Apesar disso, um humilde plebeu. Cidadão orgulhoso, hébrio eventual e desafortunado, estudante bem sucedido e intelectual fracassado. Há dias não durmo. Não muito. Não. Soluções das mais diversas foram-me apresentadas. Como meu caráter, contudo, são falhas. Como ciência, deixam a desejar. Como técnica, ineficazes. Como crença, continuam no plano imaginativo. Um fracasso. Ontem testei um remédio. Dormi junto ao despertar do sol. Hoje foi diferente. Álcool. A alvorada se foi há horas e ainda escrevo estes versos. A agonia já deixou de ser amante. Casei com ela e a traí. Raiva, minha nova paixão. Desespero será o meu futuro. Desesperança, após ele. Quero chorar. Também desejo vomitar. Tristemente, não tenho mais controle sobre o próprio corpo. Minhas mãos tatilografam amontoados de rabiscos estranhos, os quais a autoria negarei pela manhã. A falta de memória será a prova. O sono não vêm. A angustia bate frenética a porta de meu coração. Descobriu a traição e agora cobra seu preço. Suspiraria de alívio se ela apenas pegasse as malas, preferisse meia-duzia de ofensas, desse meia-volta e só voltasse meia quinzena depois, com um oficial de justiça e uma intimação. A dor de cabeça séria menor. Decadência. Ao menos não estou sozinho. A tristeza é companhia fiel. Durmo com ela às vezes, mas durmo. Mal posso esperar pela próxima visita. Niilista? Não, não tenho tanta sorte e nem tanta esperança assim. Ó, Tristeza, quando voltarás? Desejo-te, fiel amiga. Se quiser-tes, caso-me contigo. Aceitarei teus egoísmos, desejos e tuas traições. Sono, eis o que quero em troca. Apenas isto. Aceitas a proposta? Fico feliz...