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Frase de Thomáz Matheus Aragão Fonseca

Viver e sobreviver são coisas distintas. E nos aparece, neste presente, que subsiste — de forma falseada — a prática e a ideia de viver como sendo sobreviver. Culpa-se, em primazia da normatização academicista, o Das Kapital como agente irredutível e inescapável por viver os momentos funestos do não-viver. Contudo, introspectivamente, nego-me a atribuir a um, e tão somente um, o agente dessa patologia moderna; pois, nas raízes em que se introjetaram o ideal material e o imaterial — que, porventura, é chamado psique humana —, embaralha-se tudo aquilo cuja solidez era tal qual uma rocha, e que agora deixou de existir ao mesmo tempo em que existe, e se atentam a debater-se e a questionar-se se a rocha significa além dela; ou, ainda mais — se ela é homem ou mulher. O fato que se encontra é que o homem é, ordinariamente, tutelado pelo desejo e pela vontade, sendo conduzido à esfera da insatisfação, da não realização e, por consequência lógica, à tristeza. A tristeza com que situamos a realidade é originalmente verdadeira? Os problemas que a modernidade perdura são fruto da estrutura transfigurada da psique humana?

Thomáz Matheus Aragão Fonseca

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Pensador.com

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Outras frases de Thomáz Matheus Aragão Fonseca

O tempo já foi embora, os dias já não são 24 horas; me espanto que tal dia distante chegara. Viver deixou de ser vivido? Ou será que o vivido deixou de se viver?
Você nunca aprende tudo de uma vez, e nem aproveita as aproveita as oportunidades que lhe aparecem de imediato. Sobre esta última — a oportunidade — ela está atrelada a aparência, ao choque primeiro dessa “oportunidade” e do meu Eu, que por causa da aparência o julga sem propriam…
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Você nunca aprende tudo de uma vez, e nem aproveita as aproveita as oportunidades que lhe aparecem de imediato. Sobre esta última — a oportunidade — ela está atrelada a aparência, ao choque primeiro dessa “oportunidade” e do meu Eu, que por causa da aparência o julga sem propriamente avaliá-lo, refleti-lo, quanto a sua importância; pode-se dizer que essa imediatez em negar o que possa ser importantíssimo, e/ou ter o entendimento de reconhecer-se como ignorante — tal como Sócrates — fruto da nossa vontade que direciona cada vez mais ao imediatismo, e também em pensar que nosso conhecimento está “acabado”, “finalizado”; de que já não temos nada a aprender; que a tecnologia mediante a ciência os tornou (homens) não somente deuses do conhecimento, mais ainda, tornaram-se baluartes, deuses da razão. Se existe um responsável por isso (ou mais de um), respondo com — a gênese cismática medieval e a modernidade. O que provará que essas reflexões se sustentam? O próprio tempo; haja vista em um exemplo comum, como quando pegamos um texto, um livro e pensamos em diálogo consigo mesmo — pensando: Por que não aproveitei mais esse texto? Por que não aproveitei mais essa aula? — isso significa algo que popularmente é dito; dizem que se tivessem isso a morte já o teria batido a porta e o levado: o arrependimento. É o arrependimento que nos leva a um tempo anterior junto a razão reflexiva, mostrando que somos ignorantes e ingratos.