Frase de Thomáz Matheus Aragão Fonseca
Viver e sobreviver são coisas distintas. E nos aparece, neste presente, que subsiste — de forma falseada — a prática e a ideia de viver como sendo sobreviver. Culpa-se, em primazia da normatização academicista, o Das Kapital como agente irredutível e inescapável por viver os momentos funestos do não-viver. Contudo, introspectivamente, nego-me a atribuir a um, e tão somente um, o agente dessa patologia moderna; pois, nas raízes em que se introjetaram o ideal material e o imaterial — que, porventura, é chamado psique humana —, embaralha-se tudo aquilo cuja solidez era tal qual uma rocha, e que agora deixou de existir ao mesmo tempo em que existe, e se atentam a debater-se e a questionar-se se a rocha significa além dela; ou, ainda mais — se ela é homem ou mulher. O fato que se encontra é que o homem é, ordinariamente, tutelado pelo desejo e pela vontade, sendo conduzido à esfera da insatisfação, da não realização e, por consequência lógica, à tristeza. A tristeza com que situamos a realidade é originalmente verdadeira? Os problemas que a modernidade perdura são fruto da estrutura transfigurada da psique humana?
No pensador.ai desde