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Frase de Alexandre Santos

Há no ar certo queixume sem razões muito claras. Converso com pessoas que estão entre os 30 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda ou um certo vazio – parece-me que chegou o fim da festa e não se bebeu o bastante, não se comeu o bolo do casamento ou não se beijou o tanto que queria. Marina Lima disse algo lá na minha época. “Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento”. As festas regadas de boas conversas, grandes acontecimento são pouquíssimas, raras exceções na sua maioria - são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexy, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.

Alexandre Santos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Alexandre Santos

Tem muita relação vivendo assim, de luz de candeeiro, vela de 7 dias, sopro de amor.
Para Meu Pequeno Lembro quando ainda no ventre de sua mãe, você sacudia de um lado para o outro ao me aproximar, em meio as minhas alucinações eu também te esperei por longa data. Ate que tivemos nosso primeiro encontro, lembro de tudo, como se fosse ontem: ter visto aquele pequ…
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Para Meu Pequeno Lembro quando ainda no ventre de sua mãe, você sacudia de um lado para o outro ao me aproximar, em meio as minhas alucinações eu também te esperei por longa data. Ate que tivemos nosso primeiro encontro, lembro de tudo, como se fosse ontem: ter visto aquele pequeno ser, que ficava em minha mente. Te vi e ouvi falar as primeiras palavras, seus primeiros passos, seu primeiro corte de cabelo. Te ouvi me chamar de pai por um tempo, vi você me imitar em diversas situações, tanto boas quanto más. Me vi como pessoa influente dentro de casa, te fiz sorrir, chorar e ate ter medo. Hoje sinto sua falta, valorizo cada momento que estive assistindo ou jogando com você, e mais ainda seu beijo de boa noite. Estou aqui há semanas, nesse exílio, onde estive as mais estranhas experiências, porem, que elas me sirvam de lição, conheci novas pessoas também, assim como você, que entrou na escola esse ano. Luto por minha cura hoje, não somente por mim, mas por todos aqueles que confiam e apostam, e a maior força vem de você, meu pequeno. A simplicidade e a prova de que somente quem ama não desiste! (Texto escrito em 28 de abril de 2015)