Frase de Pablo Neruda
Áspero amor, violeta coroada de espinhos, cipoal entre tantas paixões eriçado, lança das dores, corola da cólera, por que caminhos e como te dirigiste a minha alma? Por que precipitaste teu fogo doloroso, de repente, entre as folhas frias de meu caminho? Quem te ensinou os passos que até mim te levaram? Que flor, que pedra, que fumaça mostraram minha morada? O certo é que tremeu a noite pavorosa, a aurora encheu todas as taças com seu vinho e o sol estabeleceu sua presença celeste, enquanto o cruel amor sem trégua me cercava, até que lacerando-me com espadas e espinhos abriu no coração um caminho queimante.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: NERUDA, P. Cem Sonetos de Amor. Porto Alegre: L&PM, 2006. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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