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Frase de Leonardo R. Pessoa

⁠Ecos de uma Nova Estação É inverno, e sinto o frio se aproximar. Há um sussurro gelado que dança nas folhas que restam, como se as árvores se vestissem de ausências, despindo-se de folhas, como almas diante do inevitável. Suas sombras alongam-se, guardiãs de um silêncio que só o inverno traz. Os pássaros emigram, levando sonhos e canções para terras distantes, enquanto nós, aqui, envoltos em mantos e lembranças, esperamos a temperatura cair, como quem espera o nascer de um poema. Os bancos do parque, agora vazios, guardam histórias de verões passados, memórias aquecidas pelos sorrisos que se foram, tal qual lembranças escondidas em caixas de sapatos. E há, sempre, a estátua do herói, imóvel em seu bronze e sua glória, silenciosa testemunha de nossa transição, do calor para o gélido aconchego das novas manhãs. Nas ruas, a pressa dos passos se transforma em lentidão, como se o frio pedisse um compasso diferente, um momento para refletir, para sentir a terra e o tempo. Internamente, ecos de uma nova estação. Chove bastante aqui dentro, venta forte e inverno-me. Mas, ao invés de praguejar, varro as folhas caídas, agradeço o beijo da brisa, e tento preservar os galhos, até o meu próximo florescer.

Leonardo R. Pessoa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu.
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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu. Sofrer foi a única prova de que mesmo delirando eu estava existindo.”