Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
SONETO À GOIÁS Saudação cerrado! Bom dia alvorecer! Ouço o vento árido numa brisa quente Que vem do planalto numa só vertente Circunvalando os galhos num retorcer Ipês amarelando o chão, ali cadente Que divinal, a arte do desigual a ser Numa beleza que o diverso é prover Dum céu apinhado de estrela luzente Boa noite! Pôr do sol da cor do açafrão Da caliandra que enfeita todo o sertão Onde a gente vai do cinzento ao lilás Águas cascalhadas, de som e canção Timbrando o capim santo em exalação Numa superfície, num só lugar: Goiás! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Agosto de 2016 - Cerrado goiano
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde