Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
ÁGUAS DE MARÇO (soneto) Na tarde do cerrado, tarde de chuvarada A vida, arfa das quaresmeiras o perfume Lilás, exalando aroma em um tal volume Espalhando pelo chão nuance desbotada Na tarde tropical, de quaresma, o lume Do dia, é embaçado, e a ventania riçada O ar, a criação, e a flora toda ela calada A hera faz que os pingos d’água espume O silêncio é partido pelo grito da seriema Num guincho alto de estalo e esto triste Melando o peito com melancolia extrema A tarde vai, num entardecer onde insiste A chuva, quase em pranto, sem dilema Pois, nas águas de março, poética existe! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/03/2026, 17'15" - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde