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Frase de Fantasma de max wolf

A opinião alheia não lhe pertence; são apenas representações das quais você é coadjuvante — ou algo pior. São construídas por recortes, colchas de retalhos feitas do que se vê, ouve e é costurado pela imaginação. Tanto é verdade que tal imagem pode, inclusive, sobreviver à sua morte. Ainda assim, não me preocupo: essa projeção não me define, não dorme comigo, nem sente minhas dores. O que realmente importa é proteger minha essência e ter clareza de quem sou. Não me cabe provar nada ou me moldar ao mundo; o mundo muda o tempo todo, assim como eu, mas não necessariamente estamos em sincronia, embora as mudanças possam me afetar. Se provar, mesmo que por vontade própria, seria um esforço inútil. Por outro lado, também tenho opiniões sobre os outros e acredito que todos tenham. É importante que as opiniões sejam compartilhadas, não suprimidas. Embora as pessoas se percam em devaneios baratos, o compartilhamento expõe o pensamento, criando um ambiente propício à análise e ao diálogo. Censurar a opinião é um erro; por mais distorcida ou falaciosa que seja, ela não é sobre o "alvo", mas sobre a colcha de retalhos na mente de quem a emite. Suprimir essas ideias não as mata; apenas as faz trabalhar nas sombras, até porque não lemos mentes. Além de tudo, censurar opiniões é tirar algo que é do outro, não o que é seu.

Fantasma de max wolf

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Pensador.com

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Uma vez perguntaram: qual é o fim esperado de um relacionamento? Muitos responderam a morte de um dos envolvidos, e eu respondi separação. Depois, eu concluí que não há final feliz em uma união. Talvez haja separações amigáveis, mas a união se foi e será que ela foi realmente nec…
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Uma vez perguntaram: qual é o fim esperado de um relacionamento? Muitos responderam a morte de um dos envolvidos, e eu respondi separação. Depois, eu concluí que não há final feliz em uma união. Talvez haja separações amigáveis, mas a união se foi e será que ela foi realmente necessária? De qualquer forma, no mínimo alguma expectativa foi quebrada. E quanto à morte, talvez a única forma feliz seria caso a pessoa (eu) morresse primeiro, já que a própria morte, em tese, não faz parte da existência, já que é o fim dela. Mas, além de condenar o outro ao sofrimento (o que não seria amor ao outro), acaba caracterizando em algum nível falta de amor-próprio, caso isso seja forçado, já que é um processo inevitável. O início é incerto e o final é trágico, por tanto só há pitadas de esperança no caminho que é emaranhado com problemas, mas é isso que pode fazer valer a pena.

O barco está afundando, Antes era um avião caindo. Parece melhor estar no barco,
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O barco está afundando, Antes era um avião caindo. Parece melhor estar no barco, Mas não quando se está só; Desesperados, quase sempre estamos sós. É estranho se desidratar em meio ao oceano. Beber a água imprópria pode ser pior que esperar, Só que simplesmente esperar não te tira dali. Embora a água seja líquida, ao pular, ela é como concreto. Por vezes, a gente é obrigado a filtrar a própria urina E encontrar sustento em nós mesmos, por mais repugnante que seja.

A nossa liberdade está em nossa consciência, já que, por si sós, somos apenas matéria como qualquer outro objeto. Embora feitos de matéria, entendemos as nossas limitações e através do conhecimento, conseguimos trabalhá-las, modificando, até certo ponto, os sinais de pontuação qu…
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A nossa liberdade está em nossa consciência, já que, por si sós, somos apenas matéria como qualquer outro objeto. Embora feitos de matéria, entendemos as nossas limitações e através do conhecimento, conseguimos trabalhá-las, modificando, até certo ponto, os sinais de pontuação que a vida impõe em nossas histórias. Não criamos as regras do jogo, mas aprendemos a usá-las a nosso favor; afinal, a mesma água que nos afoga é a que nos mantém vivos e o mesmo fogo que aquece é o que queima. Isso nos leva a questionar a própria origem de nossas ferramentas. O termo "natural" é definido por boa parte dos dicionários como "aquilo que pertence ou é regido pelas leis da natureza". Por sua vez, a natureza é descrita como "o mundo material, especialmente aquele em que vive o ser humano e que existe independentemente das atividades humanas". Ocorre que, de certa forma, o ser humano, em sua essência, é algo que provém da natureza. Inclusive o cérebro, responsável por criar tudo o que é classificado como artificial, foi criado de maneira natural e é regido pelas mesmas leis. Embora o cérebro tenha a capacidade de idealizar, tudo aquilo que é materializado deve seguir as leis da física; portanto, da mesma forma que tais leis regem o cérebro humano, regem também suas criações e manipulações. Onde surgiu, então, a diferenciação do que é natural? Se as leis da natureza são as mesmas que regem os seres humanos e suas criações ditas "artificiais", o conceito de natural seria ele próprio artificial? Além do mais, o cérebro humano se enquadra nas características de "natural", visto que ele seria independente da atividade humana? A menos que ele materialize — ou melhor, que seja o princípio da atividade humana, o que é razoável supor. Pode-se dizer que o ser humano é fruto da reprodução de outros dois seres humanos, o que encerraria a questão biológica imediata; todavia, nem sempre foi assim. Sabemos que nem sempre existimos e que não somos eternos. Em algum momento, algo não humano originou o ser humano. Esse "algo", por definição, faria parte da natureza? Se sim, a consciência que nos dá liberdade é, no fim das contas, a própria natureza manifestando-se contra suas próprias limitações ?