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Frase de J. C. Costa

Testamento Este que lhes entrego é meu testamento estou morto de agora em diante resolvi morrer para finalmente apreciar a vista e buscar melhorar respirar trabalhar comer ser feliz era uma responsabilidade pesada demais e agora que não tenho mais responsabilidades sou feliz só amei uma vez morri por causa desse amor morri para aprender do inicio como se ama como ser amado como ser amável meu legado pro mundo não é bonito não tem nenhuma lição de moral Este que lhes entrego é meu corpo todas as marcas nele foram feitas por mim e só por mim meus pulmões não respiram meu coração não pulsa há anos nenhuma idéia feliz passa por meu cérebro queimem antes que infecte a outros um vírus tão mortal quanto a própria inveja Este que lhes entrego é meu ego tão inchado quase irreconhecível as vezes acredito que ele tenha me matado sempre teve vida própria pesado demais pra carregar ele me carregava e fui sendo levado pouco a pouco frase a frase para longe da luz até não enxergar mais o caminho de volta Esta que lhes entrego é minha alma alma que no meu caso pode ser facilmente entendida como uma anagrama da palavra lama tão suja que as pessoas sentiam seu cheiro ao longe perigosa e insistente tola e senil um espírito velho que se recusava a rejuvenescer viciada e perdida por favor não a deixem entrar no paraíso não sei se existe lugar no universo para algo tão disforme Este que lhes entrego é meu pudor minha amada corrente minha gaiola de ouro várias vezes me impediu de viver plenamente cuidem bem deste o soldado que nunca me deixou sair da torre me manteve aprisionada dentro de mim mesmo inerte estático congelado represor de todo sentimento mão de ferro que me conduzia E por último entrego a mim não pude fazer nada pelo mundo onde vivi porém o que ele fez por mim não se sabe fui péssimo com os outros e comigo não deixo nada para ninguém pois nunca tive nada para dar o que me faltou dizer foi tudo que já disse o adeus final não me doeu em nada paguei por todos os meus pecados e parece que foram todos de graça.

J. C. Costa

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Pensador.com

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Café quente O sorriso das outras pessoas me irrita a felicidade alheia me incomoda o amor está no ar eu prendo a respiração não desejo atrair ninguém não tenho nada pra oferecer além de um bocado de dor e um café quente

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O circo e a tempestade de alegria O final de cada capítulo é o inicio de outro Caracterizo-me com um sorriso lanço-me em piruetas e cambalhotas O circo sou eu a màgica que faz brilhar o olho a aventura que desafia a alma o íncrivel, impensado e jamais visto A tenda está está armada lá está ela brilhante e temida tão distante e tão bonita a mais amada e também maldita corda do equilibrista Uma inundação está a caminho com fortes rajadas de risos e gargalhadas de cem quilômetros por hora possíveis avalanches de alegria ao sair de casa hoje não esqueça seu sorriso em casa.

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A forca meu corpo abriga marcas e cicatrizes minha alma abriga um pobre coitado meus lábios abrigam o veneno com o qual vou me engasgar meus braços preparam a forca minhas pernas bambeiam ao vento forte minha garganta suave espera seu amado meus pés se inclinam para o alto no momento do salto fim já não posso mais ser machucado