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Frase de Hermes Fernandes

Déjà vu Que cores são estas que tingem o entardecer? Que doce nostalgia inspira este dégradé? Uma estranha impressão brota do íntimo Algo que alguns chamam Déjà vu Não há como não se sentir ínfimo Quando o universo abre seu baú Apesar de minúsculos Não somos apenas grãos de poeira Para além de ossos e músculos Somos alma e peneira O cosmos inteiro é a mina Da qual a consciência é o garimpeiro Cada estrela examina Em busca do mistério derradeiro Mas quem nunca sentiu Como se já não houvesse tido a lição? Quem nem ao menos previu Qual seria a próxima sensação? Quem sabe seria esta a mais preciosa pepita? Perceber que na vida nada é estreia Que embora graciosa e finita De retornos infinitos é a nossa odisseia Assim, cada encontro é um reencontro E dizer “eu te conheço de algum lugar” não é uma mera cantada Cada conto reforça um ponto E até desencontros nos levam ao mesmo lugar ainda quando se altera a estrada Não seremos outros jamais Nossa essência permanece Nem seremos os mesmos nunca mais Nossa existência esvanece Não se trata de remake ou recapitulação Cada cena, cada take, celebramos a ação Mesmo graduados pra além do tempo e do espaço Estamos destinados a viver no grande abraço Cada afeto vivido no mundo Cada teto chamado de lar Em contato com um ser que é fecundo Para sempre o acompanhará

Hermes Fernandes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Sem fé, somos míopes. Sem amor, somos daltônicos. Sem os dois, somos cegos.