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Frase de Pamella Boechat

⁠Dezembro, é você de novo. Chegou devagar, como quem não quer nada, mas eu já esperava. Você sempre vem, com esse jeito meio manso, meio cruel, trazendo memórias que eu tento esquecer e esperanças que mal sei onde guardar. Tipo um amigo que senta do seu lado e pergunta: "E aí, como foi?" Foi um ano pesado, sabe? Não vou mentir. Tropecei em mim mesma mais vezes do que consigo contar. Teve dias em que levantar parecia inútil, porque tudo doía. A alma, o corpo, até o silêncio. Eu perdi pessoas que pensei que seriam eternas. Perdi sonhos que eram meu chão. Perdi partes de mim que eu achava fundamentais. E, no meio de tudo isso, descobri uma coisa: perder é também um jeito de encontrar. O que sobrou é mais forte, mais vivo. Sobrou o essencial. E agora você vem, dezembro, me encarando como se esperasse respostas. Eu não tenho. Tenho cicatrizes, tenho histórias, tenho um cansaço bonito que me lembra que sobreviver é, em si, uma conquista. Não quero grandes coisas de você. Não quero promessas, pedidos de desculpas, nem luzes piscando, nem palavras vazias. Quero o que é real. Quero viver cada dia como se fosse um ensaio desajeitado pra algo maior. Quero sentar no chão da sala com quem importa e sentir o peso das risadas verdadeiras. Quero andar descalça pelo que resta de mim, descobrir se ainda há espaço pra algo novo. E, principalmente, quero parar de segurar o que já não cabe mais. Mágoas, medos, esses fantasmas insistentes que não pagam aluguel... Vou abrir as janelas, dezembro. Eles que saiam. Você é o fim, mas também é um começo disfarçado. Me dá coragem pra abrir as portas certas, fechar as erradas e trancar bem. Me dá a chance de existir com menos pressa, de sentir sem medo, de ser sem pedir desculpas. Então vem, dezembro. Não corri atrás de você nem te esperei de braços cruzados. Estou pronta pra fechar essa página com dignidade, com aprendizado, e com o coração mais cheio de mim mesma. Encarar 2024 de cabeça erguida foi o gesto mais corajoso que consegui entregar a mim mesma.

Pamella Boechat

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠É como se você não me deixasse sair disso Porque eu não consigo tirar você da minha cabeça Vou apagar onde eu ainda consigo E não há como voltar atrás Eu nunca voltaria para onde já fui ferida É incrível como você me fez sentir como se não fosse grande coisa por um tempo.

⁠Minha dança Eles me dão um roteiro, querem que eu seja um personagem coadjuvante na história deles Uma rainha quieta que só parece se gabar das conquistas do rei
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⁠Minha dança Eles me dão um roteiro, querem que eu seja um personagem coadjuvante na história deles Uma rainha quieta que só parece se gabar das conquistas do rei Querem fazer de mim o que não sou, não sou assim De rainha virei bruxa, que engraçado Um simples romance virou uma comédia de terror Todo mundo ficou em pânico Mas só porque tentaram me fazer igual Óbvio que não aceitei Rainha que recebe em silêncio, que nega todo o seu poder e majestade, para viver na sombra dos fracos. Mas sinceramente, gosto de ser diferente Não aceito meio respeito e amores imaginários Não posso voar com os pés no chão, mas querem me amarrar a uma bola de ferro no tornozelo Já fui prisioneira Então não me veem com fórmula de amor, clichês baratos que imitam novelas Não me mostre o que você quer de mim, eu não faço o que você diz ser apropriado Sigo meu coração sem uma interpretação ensaiada Minha vida é uma dança improvisada;

⁠Aquele doce devaneio Meus pensamentos não são ameaçadores ou úteis Por que é que eu penso tanto?
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⁠Aquele doce devaneio Meus pensamentos não são ameaçadores ou úteis Por que é que eu penso tanto? Tráfegos de pensamentos constantes Que coisa mais agonizante Até que tento uma relação amigável Afinal, eles moram em mim Será só parte de minha tagarelice? Alguns, eu admito, são apenas burrices São tantos que tive que cataloga-los Encontrei um tolo por si próprio Então um fenômeno raro aconteceu Foi no meio dele que você apareceu Você é grande demais pra um catálogo Hooo... mas que caráleo Um grilo verde grilou na minha mente Será que estou demente Cabelos às vezes lisos E sempre lindamente enrolados Sorriso doce, tentando esconder os dentes Olhar meigo, bem diferente Fiquei grilada Formiguinhas enfileiradas Por um instante paralisei Até na cor do seu esmalte reparei Eu disse que às vezes é burrice "Que pensamento tonto", alguns diriam Sem minha plena atenção Jamais existiriam

⁠Quando plantamos uma roseira, caso ela não cresça e nem floresça, não iremos colocar a culpa na planta. Vamos investigar, pode ser que ela precise de mais adubo, água ou menos sol. Assim são as pessoas, mas ao invés de dar suporte, fazemos julgamentos.
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⁠Quando plantamos uma roseira, caso ela não cresça e nem floresça, não iremos colocar a culpa na planta. Vamos investigar, pode ser que ela precise de mais adubo, água ou menos sol. Assim são as pessoas, mas ao invés de dar suporte, fazemos julgamentos. A planta não fala do que precisa, as pessoas também não, só precisam ser alimentadas e regadas. É muito fácil julgar a roseira por não florescer belas rosas, difícil é ter paciência e dedicar um pouco de tempo para ajudá-la florescer. Não se dão o trabalho de cuidar e reclamam que só encontram espinhos...