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Frase de Vinícius Mainard

Sentimento Bruto Foi me arrancado sem opção de escolha os sentimentos. Foi embora a alegria, a satisfação, o amor incondicional, o prazer e no lugar foram plantados a tristeza, a indignação, melancolia, esquecimento... Eis que agora me sinto a flutuar inerte, vagando neste universo consciente e letárgico. Onde estou? Já não cabe a mim essa resposta; vivo ou morto? Talvez eu seja ,mais um "insignificante" número, um mecanismo sem nome em meio a multidão. Talvez eu seja alguém vivendo este momento e sentindo uma dor aguda e finita. Percebo que a dor maior é a de quem fica. O corpo padece e se desintegra, tornando-se nada. A alma continua presa em sua minimalidade e uma vez ferida pode até curar-se mas a cicatriz permanece. Vivendo estes últimos instantes como uma contagem regressiva, vejo a vida passar diante dos meus olhos assim como os olhares das pessoas que se aglomeram á minha volta...

Vinícius Mainard

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Ouço a suave melodia que instintivamente me conduz á prática do inevitável ato. Fecho os olhos. Aos poucos, vou sendo transportado para o lugar onde a lei é a liberdade, e viver é resumido na singeleza de um bater de asas. Quando não percebi meus olhos se abriram, e aquilo á que…
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Ouço a suave melodia que instintivamente me conduz á prática do inevitável ato. Fecho os olhos. Aos poucos, vou sendo transportado para o lugar onde a lei é a liberdade, e viver é resumido na singeleza de um bater de asas. Quando não percebi meus olhos se abriram, e aquilo á que julgo realidade, nada mais é do que o passado latente antes visto no acordar ás avessas.

Lá na minha terra, onde eu acordava e sentia o "cheiro" da mata e ouvia o som dos pássaros. Lá onde eu fechava os olhos pra sentir o frescor da brisa e o sussurrar da mata ante minha presença ouvi uma voz a me dizer: Eis me aqui filho, a natureza criadora de todas as coisas. Teu…
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Lá na minha terra, onde eu acordava e sentia o "cheiro" da mata e ouvia o som dos pássaros. Lá onde eu fechava os olhos pra sentir o frescor da brisa e o sussurrar da mata ante minha presença ouvi uma voz a me dizer: Eis me aqui filho, a natureza criadora de todas as coisas. Teus pés caminham sobre meu corpo e meu sangue sacia tua sede. Sou eu quem toco tua face todo final de tarde sob a forma do último raio de sol a clarear a paisagem lúgubre á tua volta, e o primeiro suspiro da aurora matinal a estremecer teu corpo todas as manhãs.