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Frase de Iandê Albuquerque

Faz tempo que resolvi não mexer mais em meus status no Facebook, não só do Facebook mais de qualquer rede social. Primeiro, porque cansei de namorar e depois ficar solteiro e depois namorar, e depois casar e depois se divorciar. Não que eu tenha cansado de conhecer alguém interessante, não é isso. Estive de janela aberta para novos ares, de lugarzinho desocupado para nova presença na mesa do bar, de costas lisa para uma outra massagem. Mas se caso não der certo apenas um dia depois? Isso já acontece muito por aqui. É traumatizante. Confuso. Tenho dó. Acho uma bagunça porque já conheci um pouco essa tralha que chamamos de status. Namorei até ao meio dia do sábado, depois fiquei solteiro, voltei a namorar no domingo e na segunda desandamos. Todo mundo vê que você alterou os status para ”relacionamento sério” e depois, em pouco intervalo de tempo, alterou novamente para ”solteira”. E o relacionamento sério ficou entre as aspas sem sentido verdadeiro né? Todo mundo viu e poucos curtiram. Pensaram: ”Ele/ela estava namorando ontem e já acabou?” Sim! Acabou. Por isso, se poupe dos detalhes. - Por um Facebook onde não se altere os status de relacionamento quando não se tem certeza. Quando não se tem a certeza de que de fato vai começar e vai ter um fim. (E que esse fim não seja em um domingo. Que esse fim não seja depois de algumas horas, por favor.) Ou que vai terminar de vez, sem volta. E se voltar, poupe a opção de alterar os status, pule, passe. Tudo bem que ninguém sabe quando um relacionamento pode durar uma década. Ou por duas horas, dois dias, duas semanas. Mas dá pra perceber quando a corda tá curta e bamba, quando a linha tá torta, quando o caminho não tem estrada, quando o túnel não tem luz no fim. Além da bagunça que ficou na tua vida, além do que os outros pensaram de você: ou que você é louca e por isso ele te largou. Ou você não colocou o dedo antes pra ver a intensidade do choque. Morreu eletrocutada e depois acessou o Facebook, alterou os status, comentou uma carinha curta e clichê: ”:(” (Que pra quem não sabe, significa triste, tristeza, caída, queda, perda, sofrimento e algumas vezes: DRAMA) e pronto. Além da bagunça, deixou o perfil do Facebook feio. Não fica alterando filha, poupa isso.

Iandê Albuquerque

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Iandê Albuquerque

Talvez você não precise envolver ninguém na tua bagunça agora. Talvez você precise organizar essa bagunça que ficou e não mais empurrar pra debaixo do tapete ou jogar em baixo da cama e disfarçar que tá tudo bem. Não se sinta culpado por não ter dado certo ou porque o outro está…
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Talvez você não precise envolver ninguém na tua bagunça agora. Talvez você precise organizar essa bagunça que ficou e não mais empurrar pra debaixo do tapete ou jogar em baixo da cama e disfarçar que tá tudo bem. Não se sinta culpado por não ter dado certo ou porque o outro está aparentemente feliz agora. Talvez você tenha sido alguém escolhido pra preencher aquele espaço e tempo porque precisava aprender algumas coisas ou talvez, porque precisasse ensinar.

Temos um problema. Um problema chatinho chamado: ciúmes. Existe algumas definições sobre o ciúmes. Esse sentimento é natural do ser humano pela falta de exclusividade sobre o sentimento de alguém, ou não necessariamente. O fato é que: nem todas as pessoas sabem lidar com esse sen…
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Temos um problema. Um problema chatinho chamado: ciúmes. Existe algumas definições sobre o ciúmes. Esse sentimento é natural do ser humano pela falta de exclusividade sobre o sentimento de alguém, ou não necessariamente. O fato é que: nem todas as pessoas sabem lidar com esse sentimento e acabam sufocando o outro. E claro, ninguém se sente bem sendo sufocado. Tudo bem que ciúmes às vezes tem seu ponto positivo, significa: cuidado, zelar por algo que você imagina ser seu. Você já deveria aprender que ninguém é de ninguém. Você não comprou aquela pessoa, você não assinou algum contrato que em alguma cláusula afirma que aquela pessoa é inteiramente sua até o fim da tua vida. Enfim, ninguém gosta de viver reprimido, preso, comprimido. Quando gostamos de alguém, achamos que temos o direito de tê-la. Ninguém pode tocar, pegar, morder, usar um pouquinho, muito menos chegar perto. É horrível saber que outra pessoa também pode fazer a tua pessoa feliz. A sensação de que outro sujeito também possa arrancar sorrisos do teu sujeito, conversar, sentir o cheirinho, seguir os bocejos pela manhã ou dormir de conchinha com a mesma qualidade que você ou até melhor, é tenso. É terrível saber que outra pessoa também possa gostar de quem você gosta, e quem você gosta pode também gostar de outra pessoa, e você pode ficar muito bem (ou muito mal), sozinho. Dói saber que as pessoas não são nossas. Que não sendo nossas, não vão ficar para sempre e em qualquer momento podem desistir da gente, podem ir embora, podem não querer mais ouvir a nossa vozinha chata e provar nosso temperamento difícil.

A gente vai indo, indo, indo…. Até chegar em um certo ponto sem perceber. A inesperada hora. O momento em que só resta se afogar um pouquinho e pagar o preço por ter mergulhado demais, por ter nadado demais até o fundo. Por ter descoberto a verdade dentro da escuridão e a real pr…
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A gente vai indo, indo, indo…. Até chegar em um certo ponto sem perceber. A inesperada hora. O momento em que só resta se afogar um pouquinho e pagar o preço por ter mergulhado demais, por ter nadado demais até o fundo. Por ter descoberto a verdade dentro da escuridão e a real profundeza do outro. Por ter conhecido as estranhezas sem ter tanto tempo pra voltar a superfície. Sem conseguir chegar a tempo até a realidade. Amar tem um preço (que não é nada barato) caso a correnteza te leve para um destino não muito agradável, ou pra uma ilha deserta e te tire o amado pra quem tanto você remou a procura de um amor reciproco. Quem se dispõe mergulhar por completo, se dispõe também a deixar os bolsos cheios de areia e voltar pra casa sem pérola na concha, a ficar apenas com um barco furado, com a rede rasgada, perder os remos e desaprender a nadar. - Ainda bem, que é só até o momento em que a maré abaixa e as ondas maiores recuam.