Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
A POESIA QUE CHORA A poesia que chora, desinspirada Na solidão, que padecer me vejo Na realização, e tão despovoada: Sofre, implora, por um puro bafejo Não basta ter a rima apropriada Nem só desejo de lampejo: desejo Assim, tê-la, no versar que agrada Não, no amor findo, oco e sem beijo No exílio e no vazio que me consome Não basta saber que no tempo passa Que tudo passa, quando só quero estar A poesia que chora, ficou sem nome Separada do sagrado e tão sem graça Quando a trova teria de ser de amar... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/01/2020, 05’53” - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
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