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Frase de Jon Vlahrc

FELICIDADE GENUÍNA Somos produtos de erros. Resultamo-nos de inúmeros fatores elaboradamente desconexos. A vida na Terra é uma grande tragédia. Nossa existência não tem sentido, temos de dar significado a ela; mas esse significado é subjetivo, cabe a cada um escolher o seu. Não devemos importar significações externas ao nosso ser. Plantar sentidos genuínos ao nosso diário existencial é fundamental para não sermos abraçados pelas mentiras que nos rodeiam. Felicidade não se procura e não se almeja, se inventa. É na boa vontade que podemos criá-la. A melhor proposta para inventarmos a felicidade é a autolimpeza, a admissão a nossa natureza, sem usarmos máscaras; ela consiste em botarmos um ponto final em nossos falsos medos. A proposta é a escolha, e não o caminho preestabelecido. A raça humana é em suma a mais vazia. Pelo fato de não termos um ideal de vida biológico, de sobrevivência, como o dos demais seres. Nossa existência consiste, além da sobrevivência - obviamente -, na busca da felicidade. Não conseguimos ser felizes com tudo, precisamos sempre de mais e de mais coisas a nos preencher, para não cairmos no vazio oposto ao vazio de nossas vidas quando sadias. Somos todos desgraçados, porque, por mais felizes que possamos estar, somos filhos e irmãos de grandes desgraças. Se não nos ajudarmos sempre criaremos frutos ainda mais podres ao nosso redor. Fingir acreditar em pessoas e coisas é pior do que não crer em nada. Botemos um freio em nosso lado sentimental e guiemos o nosso lado racional. Temos de descobrir nas mais simples artes as verdades que sustentem-nos ante as árduas mentiras que nos cercam. Ter felicidade no infortúnio é, de fato, fazer do limão uma limonada, com o açúcar e a água buscados nas raízes de nossa sabedoria. Nosso interior não nos mente, ele é o subterfúgio de nossos fracassos. É preferível que o desespero nos dê grandes verdades, que nos purifiquem, a grandes mentiras, que nos desonrem.

Jon Vlahrc

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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O EVANGELHO SEGUNDO A DESGRAÇA NACIONAL É de se esperar que num país atrasado como o Brasil, sem saúde, sem educação, sem cultura, excessivamente violento, sem nada a oferecer aos seus frutos do fracasso, etc., que a cada maldito dia o Evangelho de Cristo fomente a esperança de…
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O EVANGELHO SEGUNDO A DESGRAÇA NACIONAL É de se esperar que num país atrasado como o Brasil, sem saúde, sem educação, sem cultura, excessivamente violento, sem nada a oferecer aos seus frutos do fracasso, etc., que a cada maldito dia o Evangelho de Cristo fomente a esperança de seu povo sofrido. Estamos a mercê de sofrer a perda da nossa luta até mesmo aos parasitas do sistema eclesiástico, os chamados pastores evangélicos, principalmente. É de se temer o pior, pois a cada dia nosso sistema corrompe-se ferozmente. Esses vermes se aproveitam das leves quedas dos povos do nosso corrupto país capitalista para arregaçar suas mangas e cometer o pecado da avareza e arrancar o dízimo dos filhos desta pseudodemocracia chamada Brasil. O humano é inerentemente fraco, precisa de consolo, mas consolo não é sinônimo de Deus, qualquer coisa pode substituí-lo, como: a arte, a filosofia, a ciência, até mesmo as boas amizades - coisa rara - ou a força interior, que cabe aos grandes homens e mulheres. O ceticismo é elitista, a crença é populista, e é por isso que os fracassados acéfalos preferem entregarem-se ao divino a buscarem-se a si mesmos. Nos momento de revolta muitos fiéis situam-se contrários ao que é divino, contudo isso não significa profanação, é somente uma birra. A incredulidade é outra coisa, é a descoberta da força interior. Crianças brincam de carrinhos e de bonecas, crescem e não querem mais brincar de carrinhos e de bonecas; crianças amam as fantasias, crescem e continuam amando as fantasias; por quê? Porque a religião é um remendo: a fé serve de placebo para tudo. Somos eternas crianças no jardim da idade adulta, que buscam acalento aos seus vazios interiores retornando a beleza da nossa base infantil. Não existem muitas escolhas quando chuvas corrosivas caem sobre desertos de sedentos. A maioria dos povos afortunados ao redor do mundo só tem uma saída: a ajuda divina. É, o mundo ainda é uma gigante creche de famintos e de desgraçados!