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Frase de Luiz Gonzaga de Carvalho Neto

Educação liberal consiste no estudo cuidadoso das obras dos grandes gênios da cultura a fim de preservá-las, interpretá-las ou renová-las. Jesus Cristo, segundo o Evangelho, aos doze anos não somente estava estudando como também ensinando as doutrinas judaicas. Ele já havia, portanto, assimilado toda a cultura judaica. O Buda passou anos estudando com ascetas e místicos hindus para assimilar a tradição hindu. Moisés, segundo a tradição, não somente sabia as doutrinas judaicas como também estudou a tradição egípcia, recebendo uma excelente formação no palácio do faraó. Confúcio disse certa vez que se tivesse mais cinquenta anos de vida ele os dedicaria todos ao estudo dos clássicos da tradição chinesa. Então, uma característica comum dos grandes talentos consiste no fato de que todos fizeram um esforço de assimilação cultural, e a partir disso fizeram uma contribuição. O que Mortimer Adler chamou de 'grande conversação' consiste no diálogo do indivíduo com os grandes talentos da cultura. Não basta que você leia as suas obras, é preciso que você dialogue com eles, que você tente reproduzir em você a experiência deles quando eles deram determinada contribuição. Essa é outra característica interessantíssima das grandes obras. Como as grandes obras falam de ideias mais ou menos inovadoras, pioneiras, então a maior parte das pessoas não as compreendem. E como não é fácil falar de um objeto inédito, ao escrever sobre ele o gênio cultural traça em sua obra o caminho mental que o levou a fazer determinada descoberta. Então uma grande obra não ensina apenas a sua ideia central, mas também dá uma ideia de como funciona a mente de um gênio. Nesse sentido, ela treina ou prepara a mente do leitor para que opere de modo semelhante à mente de um gênio. Esse é o principal benefício pessoal que alguém pode extrair de uma educação liberal.

Luiz Gonzaga de Carvalho Neto

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Pensador.com

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Outras frases de Luiz Gonzaga de Carvalho Neto

Não houve um momento ou um período na sua vida em que ela dependia exclusivamente de outros seres humanos? Em que você não tinha a menor condição de manter sua vida? Por exemplo, quando você estava no ventre da sua mãe, você não tinha o menor poder sobre a sua própria vida, e ela…
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Não houve um momento ou um período na sua vida em que ela dependia exclusivamente de outros seres humanos? Em que você não tinha a menor condição de manter sua vida? Por exemplo, quando você estava no ventre da sua mãe, você não tinha o menor poder sobre a sua própria vida, e ela tinha o poder total e absoluto. Por mais ou menos nove meses, ela decidiu não exercer esse poder de forma maldosa. Depois que você nasceu, você imediatamente arrumou seu primeiro emprego e começou a cuidar da sua vida? Você trocou sua primeira fralda e saiu para a rua para procurar seu primeiro emprego? Não, alguém cuidou de você durante muitos anos antes de você sequer conseguir pedir por um primeiro emprego, que, aliás, também foi um ato de bondade, porque você teve que pedir – não era seu. Eu sei que é muito mais interessante e maravilhoso pensar o seguinte: “o mundo é mau, meus pais são uma droga, eles é que estragaram minha vida”, eu sei que é muito mais interessante isso, mas a verdade sobre as coisas é o seguinte: no dia em que você nasceu, eles poderiam ter te jogado fora, e ninguém ia perceber, ninguém ia sentir sua falta. No entanto, eles não fizeram isso. Foi um ato de bondade. Eles estavam fazendo um sacrifício em vista de um benefício que eles não sabiam se iriam receber, que não havia meio de garantir que eles iriam receber. Esse ato de bondade é tão importante, tem um valor tão alto na existência humana, que todas as religiões do mundo colocam o seguinte: “primeiro, você tem que servir a Deus; em seguida, você tem que respeitar e cuidar dos seus pais” – todas elas. Os seus pais podem ter sido até canalhas, mas eles não te mataram.

Cristo não aboliu a diferença entre o que Marta estava fazendo e o que Judas fez; Ele só falou que essa diferença é pequena se você comparar com uma outra coisa. Você pode fazer um monte de coisas boas, mas isso não vai te libertar. Uma hora essas coisas boas te serão ti…
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Cristo não aboliu a diferença entre o que Marta estava fazendo e o que Judas fez; Ele só falou que essa diferença é pequena se você comparar com uma outra coisa. Você pode fazer um monte de coisas boas, mas isso não vai te libertar. Uma hora essas coisas boas te serão tiradas; uma hora tudo de bom que você fez será tomado. Ele não falou que Marta era uma pessoa ruim, ou que estava fazendo algo errado; Ele só falou: “isso que você está fazendo é bom, mas vai acabar. E aí, o que será de você?"

Podemos dizer que a primeira metade da vida espiritual consiste em descobrirmos que somos apenas um ramo. Quando o sujeito constata que realmente é só um ramo, ele pode começar a se perguntar o que é isto que flui do tronco para ele e que é o mesmo nele e no tronco. Existe um asp…
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Podemos dizer que a primeira metade da vida espiritual consiste em descobrirmos que somos apenas um ramo. Quando o sujeito constata que realmente é só um ramo, ele pode começar a se perguntar o que é isto que flui do tronco para ele e que é o mesmo nele e no tronco. Existe um aspecto segundo o qual a individualidade é análoga ao verbo e existe um outro em que ela é idêntica. São Paulo diz "para mim, viver é Cristo", mas ele nunca vai esquecer que é um ramo, que não é o verbo, que a personalidade dele é um ramo do verbo e, portanto, um símbolo do verbo; e também não vai esquecer que a essência, que a realidade dessa personalidade, é a seiva. O ramo que não recebe seiva não é ramo em sentido nenhum.

Um segundo efeito da educação e do controle dos instintos é a capacidade de apreciação estética. Quem já praticou por tempo suficiente uma arte clássica sabe que, para captar todas as qualidades estéticas de um objeto de arte, o nível de controle dos instintos é incalculável. Ao…
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Um segundo efeito da educação e do controle dos instintos é a capacidade de apreciação estética. Quem já praticou por tempo suficiente uma arte clássica sabe que, para captar todas as qualidades estéticas de um objeto de arte, o nível de controle dos instintos é incalculável. Ao olhar um objeto que o impressiona esteticamente ao máximo, um instinto não educado imediatamente se volta para as sensações de prazer causadas e perde o objeto. Como quando se ouve uma música que é muito tocante: se os instintos não forem treinados, a atenção desvia-se da música para os sentimentos de prazer; se for uma obra excelente, somente o sujeito com os instintos altamente treinados é capaz de assimilá-la como um todo; outro sujeito no primeiro movimento já está olhando pra si mesmo e não está mais olhando para o objeto.