Frase de Mario Quintana
O dia seguinte ao do amor Quando a luz estender a roupa nos telhados E for todo o horizonte um frêmito de palmas E junto ao leito fundo de nossas duas almas Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados, Seremos, na manhã, duas máscaras calmas E felizes, de grandes olhos claros e rasgados... Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas, Encheremos o céu de voos encantados!... E as rosas da Cidade inda serão mais rosas, Serão todos felizes, sem saber por quê... Até os cegos, os entrevadinhos... E Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos, Nós improvisaremos danças espantosas Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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