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Frase de José Gomes Ferreira

Se eu pudesse iluminar por dentro as palavras de todos os dias para te dizer, com a simplicidade do bater do coração, que afinal ao pé de ti apenas sinto as mãos mais frias e esta ternura dos olhos que se dão. Nem asas, nem estrelas, nem flores sem chão - mas o desejo de ser a noite que me guia e baixinho ao bafo da tua respiração contar-te todas as minhas covardias. Ao pé de ti não me apetece ser herói mas abrir-te mais o abismo que me dói nos acorda deste sol de morte viva. Ser como sou e ver-te como és: Dois bichos de suor com sombra aos pés. Complicações de luas e saliva...

José Gomes Ferreira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Porque é que este sonho absurdo a que chamam realidade não me obedece como os outros
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Porque é que este sonho absurdo a que chamam realidade não me obedece como os outros que trago na cabeça? Eis a grande raiva! Misturem-na com rosas e chamem-lhe vida.

CHOVE! Chove... Mas isso que importa!,
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CHOVE! Chove... Mas isso que importa!, se estou aqui abrigado nesta porta a ouvir a chuva que cai do céu uma melodia de silêncio que ninguém mais ouve senão eu? Chove... Mas é do destino de quem ama ouvir um violino até na lama.

⁠Viver sempre também cansa! ⁠Viver sempre também cansa! O sol é sempre o mesmo e o céu azul
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⁠Viver sempre também cansa! ⁠Viver sempre também cansa! O sol é sempre o mesmo e o céu azul ora é azul, nitidamente azul, ora é cinza, negro, quase verde... Mas nunca tem a cor inesperada. O Mundo não se modifica. As árvores dão flores, folhas, frutos e pássaros como máquinas verdes. As paisagens não se transformam Não cai neve vermelha Não há flores que voem, A lua não tem olhos Niguém vai pintar olhos à lua Tudo é igual, mecanico e exacto Ainda por cima os homens são os homens Soluçam, bebem riem e digerem sem imaginação. E há bairros miseráveis sempre os mesmos discursos de Mussolini, guerras, orgulhos em transe automóveis de corrida... E obrigam-me a viver até à morte! Pois não era mais humano Morrer por um bocadinho De vez em quando E recomeçar depois Achando tudo mais novo? Ah! Se eu podesse suicidar-me por seis meses Morre em cima dum divã Com a cabeça sobre uma almofada Confiante e sereno por saber Que tu velavas, meu amor do norte. Quando viessem perguntar por mim Havias de dizer com teu sorriso Onde arde um coração em melodia Matou-se esta manhã Agora não o vou ressuscitar Por uma bagatela E virias depois, suavemente, velar por mim, subtil e cuidadosa, pé ante pé, não fosses acordar a Morte ainda menina no meu colo..