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Frase de Hérculles Leandro Chagas

SONHO ATORMENTADOR. Já é tarde; ele se foi. Já era tarde quando sem sequer acenar na despedida, me deixando com essa saudade abrasadora, que por dentro arde e, pelos meus enxarcados olhos, transborda. Transborda, desbota, debocha, disfarça a farsa de desamar sem alarde, com a dor do desgaste que abate de lamento grande desilusão, sem ter deixado desejado rebento dessa união. Ultrapassando a borda do sofrimento, desbotando cores vivas e intensas sem alento, gracejando do universo conspirador sem pudor, disfarçando o apego sem qualquer apreço, apenas para demonstrar o desamor. Ele se foi muito cedo, no triste fim de cinzenta aurora, onde a felicidade acometia meu coração de sono profundo, anestesiada pelo poder dessa amorosa infeliz desilusão. Esvaziando minhas esperanças ocasionais, a lua enchia meu coração de tristeza, me causando medo e frustração sem igual; com frieza desilgual sem arrependimento usual. Ele se foi acelerando os passos e cadenciando o meu desespero que abalado celebrava o nascimento de um verdadeiro inferno astral, vivido neste vindouro e temido umbral. Desesperado permaneci com aquela inesperada e confusa partida, se indo àquele que que eu não queria que se fosse, mas sem pestanejar, se lançou ao vento do esquecimento, me deixando paralisado, rejeitado, amando intensamente sem ser amado, querendo sem ser querido e fadado ao infortúnio impetuoso do avizinhando e inevitável temido fracasso. Ele se foi num momento de puro desalento, de impensável precipitação, de falso desinteresse, de pura angústia e de forte emoção. Emocionado, amargando o orgulho que lhe corroia; que me abatia; que me enfraquecia; que descompensava totalmente frágil vida, sem motivos para continuar sendo vivida, após sua partida. Emoção perene, com sofreguidão, sem pensar nos anseios de única exceção, com enorme desilusão que bradava em minha mente e desacalmava meu saudoso coração. Desilusão extrema, causadora de grande decepção, sem esquecer, sequer, daquela canção que embalou nossos sonhos e acalentava meu espírito brando em completa confusão. Cantoreio tal canção com os prantos da minha saudade que suplica para que ao fim chegue tal solidão, encorajando presa voz a entoar estrofes compassadas para disfarçar embargada cadência destes versos carregados de lamentação. Ele se foi sem saber que eu, ao ficar, permaneceria prostrado ao chão, sem prece que acalente, nem carinho que alegre esse amargurado coração. Ele se foi me deixando cheio de lembranças, afogando em lágrimas amargas me enlaço sem pudor, com a certeza de ter encontrado, infelizmente, um grande amor. Não vou suplicar que voltes, sugiro apenas que regresses, pois a vida vivida sem ti me amargura, me comove e muito me entristece. Grande amor, você se foi e me deixou com a alma sangrada e com o coração ferido; cicatriz ainda exposta, com a esperança renovada diariamente no anseio de ter você de volta. Olho ao alto e balbucio com ardor, qual um pedinte acanhado me penitencio com fervor, meu grande amor. Ansiosamente espero que da mesma maneira que foste, à minha vida regresses antes mesmo que eu daqui me vá e o meu coração não possa mais pulsar por tanto te amar. E ao regressar, terias um milhão de motivos para se instalar novamente em seu sagrado altar, que permaneceu imaculado, a te esperar; enquanto ladeados dormíamos para que ao acordarmos pudéssemos perceber que um sonho atormentador, por mais realista que possa se compor, jamais seria capaz de nós três separar: eu, vc e nosso grande e eterno amor.

Hérculles Leandro Chagas

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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"Não tranque seu coração, pois além de você não permitir que entrem, ainda pode deixar preso alguém que nunca deveria ter entrado".
"O meu entendimento sobre os meandros desse labirinto, que é seu coração, transformou em cálido o que era álgido; Aqueceu a dúvida sobre essa sua forma, hesitante e contumaz de se entregar, do seu jeito, sem jeito, mas com muitos trejeitos. Aguçou minha libido, que outrora acanha…
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"O meu entendimento sobre os meandros desse labirinto, que é seu coração, transformou em cálido o que era álgido; Aqueceu a dúvida sobre essa sua forma, hesitante e contumaz de se entregar, do seu jeito, sem jeito, mas com muitos trejeitos. Aguçou minha libido, que outrora acanhada, quase frígida, transformando-a em voluptuosa sensualidade, dantes contida, quase inexistente, agora menos inibida e muito mais ardente; Inundou meu coração da certeza do incerto e no prazer desse sentimento desconhecido, que eu supunha conhecer, mas que deveras não conhera; Corrompeu minha mente, viciando meu corpo com esse ópio hipotérmico, apaixonando meu coração, há pouco matreiro, agora embobecido, quase desfalecido, despertado pela vontade de amar, mas que teima em não aprender a claudicar diante dessa neve que acompanha sua gélida, mas inebriante, forma de se entregar..."

"Lembranças... Como poderia imaginar que a sua falta me trouxesse tantos pensamentos sutilmente fugazes, mas absolutamente imorredouros; sentimentos agradavelmente prazerosos, mas intrigantemente vorazes; arrebatadoramente profundos, incessantemente recorrentes, levemente platôn…
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"Lembranças... Como poderia imaginar que a sua falta me trouxesse tantos pensamentos sutilmente fugazes, mas absolutamente imorredouros; sentimentos agradavelmente prazerosos, mas intrigantemente vorazes; arrebatadoramente profundos, incessantemente recorrentes, levemente platônicos, mas verdadeiramente robustos e viçosos. Reminiscências presentes num passado-presente que guardarei na mente e no coração eternamente. Tudo isso se eternizou dentro de mim, a partir do momento em que você me aprisionou, me deixando livre, com o coração cheio desse sentimento implacável, que ao adormecer, anestesiou o amor, despertando a indiferença, mas que nunca conseguiu esvaziar esse agradável sentimento, que adormece num sono profundo, quase em coma, mas bem que deveria ter morrido para que eu pudesse viver sem essa dependência inexplicavelmente maravilhosa chamada saudade..."