Frase de Brendon Siatkovski
"Alquimia do Sol e da Lua" No silêncio da noite, onde as estrelas desvelam segredos, desço pela espiral do meu próprio compasso interno — um rio de sombras que canta, em seu fluxo, a melodia das constelações que dançam em meu peito. Aqui, na floresta da minha essência, cada passo é um verso, cada respiro um chamado ancestral. Conhece-te, murmura a lua entre os véus do tempo: a luz que te veste é irmã das trevas que te moldam. Não há aurora sem o colo silencioso da noite, nem estrela que não guarde, em seu silêncio, um abraço de ausência, pronto para florescer. Minhas mãos, agora pássaros de cicatrizes e esperanças, mergulharam no oceano do meu próprio mistério — encontraram pérolas que brilham com a mesma água que banha os sonhos das montanhas e dos ventos. Somos feitos de fogo que dança na ponta dos dedos, de asas que só se abrem quando aceitam o vento que as dobra. Oh, peregrino do espelho, não temas o reflexo que tece sombras: é no solo do desconhecido que a semente da verdade germina, é no vazio do silêncio que a sinfonia do ser se compõe. Cada lágrima escondida no subsolo da alma é um verso no poema que a vida inscreve para lembrar-te: és o trovão e a brisa, o peso e o voo. Vejo agora — como se meus pensamentos fossem estrelas cadentes riscando perguntas em um céu sem respostas — que a luz que me guia é a mesma que me desnuda, E a sombra que me envolve é o abraço suave que me acolhe. Não há fronteira entre o céu e o chão, apenas um jardim noturno onde ambos se entrelaçam, raízes e galhos da mesma árvore cósmica. Então deixa que tua alma converse com o invisível, que teus olhos brilhem no escuro como vagalumes. O autoconhecimento é a chama que não queima, mas derrete as algemas de gelo que paralisam o rio. Somos o encontro da semente com a tempestade, o instante em que o medo vira farol, e o silêncio, prece. Ao final da jornada, quando o sol dançar dentro das raízes que um dia se creram secas, beberemos o néctar doce-áspero de sermos completos: nem luz, nem treva — apenas vida, costurando horizontes com os fios prateados e noturnos da nossa própria, terna escuridão abraçada. Poema escrito por: Brendon Siatkovski
No pensador.ai desde