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Frase de Rubens Romanelli

A BÊNÇÃO DAS LÁGRIMAS Bendita a lágrima em que se cristaliza o acervo atroz de nossas dores e se dilui o negro fel de nossas mágoas. Bendita a lágrima a cuja tona flutuam farrapos sombrios de sonhos dourados e em cujo fundo vagueiam espectros tristonhos de esperanças mortas. Bendita a lágrima dos que carpem a desdita de nascerem sem teto e choram a desgraça de viverem sem pão. Bendita a lágrima dos que jamais conheceram um afeto de mãe e nunca provaram um carinho de esposa. Bendita a lágrima, desafogo amigo dos que são sós e consolo ardente dos que são tristes. Bendita a lágrima dos que põem sobre os ombros a cruz de seu próximo e o ajudam a escalar o calvário da existência. Bendita a lágrima dos que buscam, errantes, o calor de um afeto e somente encontram o frio do desprezo. Bendita a lágrima dos que sofrem injustiças pelos ideais que defendem e só colhem ingratidões pelo bem que semeiam. Bendita a lágrima que erige no cérebro um templo à Verdade e converte o coração num sacrário de Amor. Bendita a lágrima que aflora, escaldante, nas noites do sofrimento e esplende como um sol nas manhãs da redenção. Bendita, enfim, a lágrima, gota de luz das auroras celestes e síntese terrena do orvalho divino.

Rubens Romanelli

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Pensador.com

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CHAMO-ME AMOR... Quando, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos busca-me: eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas; Quando te julgares incompreendido e vires em torno a indiferença, acerca-te…
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CHAMO-ME AMOR... Quando, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos busca-me: eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas; Quando te julgares incompreendido e vires em torno a indiferença, acerca-te de mim: eu sou a luz; Quando se te extinguir o ânimo e te achares na eminência de desfalecer, chama-me: eu sou a força; Quando, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: eu sou o refúgio; Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te julgares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: eu sou a paciência; Quando te abateres na dore tiveres a alma ulcerada grita por mim: eu sou o bálsamo, que te cicatriza as chagas e te minora os padecimentos; Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração, clama por mim: eu sou a alegria; Quando, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para mim: eu sou a esperança; Quando a impiedade se recusar a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: eu sou o perdão; Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o ceticismo te avassalar a alma, recorre a mim: eu sou a crença; Quando já não provares uma afeição sincera e te desiludires do sentimento de seu semelhante, aproxima-te de mim: eu sou a renúncia; Quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Chamo-me AMOR o remédio para todos os males que te atormentam o espírito.