Frase de Fernando Pessoa
Guardo ainda, como um pasmo Em que a infância sobrevive, Metade do entusiasmo Que tenho porque já tive. Quase às vezes me envergonho De crer tanto em que não creio. É uma espécie de sonho Com a realidade ao meio. Girassol do falso agrado Em torno do centro mudo Fala, amarelo, pasmado Do negro centro que é tudo.
No pensador.ai desde
Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Novas Poesias Inéditas. Lisboa: Ática, 1973. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
Abrir fonte original (abre em nova aba)