Frase de Maga.Vito
Sobre sonhos Ontem à noite, em meu devaneio Vieste me ver, meu anjo pueril Com teus olhos infantis, misteriosos Teus cabelos obscuros embalaram meu sono Injustamente descansei na tua forma Grata por estares aqui, te senti, teu todo Fragmentos de uma metamórfica dúvida Regada a calorosos debates entre ser e ficar Como poderia eu conter tamanho anseio? Teu pulso firme, teus braços frágeis Tua alma vil, teu dorso alto Entregue a mim, despida, rubra, Como conter, fúria profunda De não te ter, anjo inocente Despida de medos, de sonho, carente Corpo que inebria, que queima, E como explicar esse ato, Algo tão puro, tão doce, só sente… Peco, perco, perto… Querubim, quente, quero-te Meu anjo pueril de cabelos negros Não limpe os seus pés… não suje sua alma.
No pensador.ai desde