Frase de Júlio Corrêa
Trídent de Canela Você engravida meus anseios incendeia meus neurônios enfraquece minhas atitudes. Eu me pergunto o porquê de tudo isso se nossos caminhos parecem-estar-outros retas-paralelas-opostas procurando alvos imprevisíveis. A solidão me convida pra dançar puxa meu braço rouba meu sorriso oferece abrigo. Finjo ser surdo-cego-mudo. Você reclama do tédio da monotonia dos dias não gosta de ficar sozinho. Classifico sua carência através da minha fome. Somos mariscos na pedra imprensados pelas ondas do mar. As horas se transformam em urgência. Jogo minha timidez pra escanteio. Adjetivo minha identidade sugerindo uma rápida reflexão em sua jornada desnivelada. Você ingere uma dose de vento masca um afrodisíaco trídent de canela. Eu bebo uma ice encaro seu rosto enquanto seus potentes diamantes negros procuram um breve romance na multidão. Percebo sua pressa em encontrar alguém que acelera minha embriaguez. Mas você não entende ou falta coragem pra aceitar que sou sua presa esperando o tiro acertar minha alma. Cadê sua arma frasal? Onde está sua atitude? Por que não dispara o projétil certeiro no centro da minha carência afetiva? Parto pro ataque! Deixo de ser ovelha. Ser lobo me excita! Retiro seu trídent de canela de dentro de sua boca domesticada com minha língua hábil-atrevida. Vou mostrar pro seu corpo o lado agridoce da vida! Ele vai a-do-rar!
No pensador.ai desde