Frase de Ray Sousa
Eu, escravo de mim Vou entre o céu e o oceano, como estrela cadente, numa queda inevitável, aluindo no limbo entre os meus desejos e aquilo que os desejos dos outros fazem de mim. Levanto-me do meu cadáver cuidando para não deixar no meu rosto as marcas do meu sorriso morto, indo em busca do sol, mas hoje tudo é noite... A esperançosa luz não rompe a escuridão da neblina, o clarão do farol não alcança a nau de velas sujas e madeira fina. A alma acorrentada no porão não ouve o choro dos meus vivos, aos quais as lágrimas não reconhecem o sal do pelago nem consolam meu corpo... O destino, ahhh esse me esquecera ali... O rugir do mar revolto revirando revoltas já tão reviradas aqui dentro de mim. Eu vivi e morri sem entender afinal, qual o sentido de estar aqui.
No pensador.ai desde