Frase de Ricardo Melo .
Versos jogados de um Poeta cansado Esse ato de jogar versos pelo ar está me cansando, Ah algo diferente em mim, Não sei porque isso está me desgastando, Não sei ! Cada verso escrito, É um furo no peito que mancha meu leito, É como se cada um estivesse me matando deitado ou me enterrando, Saber o que está por trás disso tudo é quase impossível, Tomado pela minha alma, Os versos que escrevo causam-me um abalo sísmico, São desmoronamentos e lesões profundas, E cada um tem um modo diferente de doer em meus pensamentos, Quando pinto minhas inspirações, Elas voltam com suas cores como antes, Se desbotam instantaneamente, E em algum lugar ficam perdidas, Esgotado estou, Doces e selvagens palavras, Que faz eu perder o sentido do Sol, Cada manhã é uma luta, Cada noite é uma tortura, O sono me apedreja, Me levanto e tomo um sonífero, Mas é em vão para quem está dentro do seu quarto á deriva, Inesperadamente minha imaginação vai me consumindo e me tirando até o fôlego, Preciso manter-me em silêncio, Respirar fundo, E não sei se fico, Ou vou embora, Ou finjo que não ligo, Escrever para alguém, É bom para quem sabe de fato o significado de tudo que escrevo, Más é em vão quem os ler, E não sabe entender porque uma alma escreve e se cansa tanto, Porque dia e noite meus versos choram e declamam, Esse jogo de jogar versos está me torturando, Comecei e não sei se acabará, Ou sei lá se algum dia existiu, Se fico escrevendo ao léu eu ainda não sei, Ainda estou tentando descobrir se esse alguém existe, E se existe, Não sabe o quanto, Eu á amo..... Autor,Ricardo Melo. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde