Frase de Roldão Aires
Vento É de tarde, o céu azul nem a mancha de uma nuvem se nota. Os galhos da árvore parecem com as folhas conversarem. Ao pé da árvore, as crianças brincam, e os adultos amigavelmente conversam. Do horizonte tão calmo, começa vir um vento suave, e traz consigo uma brisa. Brisa que aos poucos transforma-se em vendaval forte, e a impressão que se tem é a de que forças muitas o sopram com fúria, com a intenção de limpar ou destruir. A árvore estática em seu lugar esta, e sua conversa com as folhas, e as suas vizinhas, cessa. A impressão que se tem é de que o assunto entre elas era confidencial, para que fosse interrompido tão bruscamente, então as folhas são derrubadas ao chão. Redobra o vento em sua força e raiva, enverga a árvore, e se espalha pela planície. Como veio, ele foi, deixando desolação e dor. Essa força é estranha, o homem não a vê, mas sente. Quem do vento, será o senhor? Roldão Aires Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil Membro da U B E
No pensador.ai desde