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Frase de Crislambrecht

Esperando O trem chegar À beira da ferrovia Ansiosamente Nos trilhos Esperando A morte chegar Voltei ao meu livro imaginando qualquer outra coisa Não pude imaginar que aquele velho realmente havia morrido bem ali Simplesmente infartou, ao atravessar os trilhos, caiu sobre eles Assustador, bizarro o barulho da queda um corpo subitamente sem vida.. Muitos foram os curiosos que cercaram o recém falecido, estudando a situação Logo retiraram-no dos trilhos, o deitaram no chão Tentaram ouvir o coração e a respiração O pulso Não pulsava Ao chegar o trem Ouvi alguém gritar -Foi infarto! Sobrecarregou o coração Pereceu de tanta emoção Ao atravessar a linha Esperaria a chegada do trem Pois neste dia havia Prometido reencontrar alguém Que lhe fazia sentir tão bem Quem diria O mundo passa diante da janela, tudo parece ficar para trás Entorpeço-me observando sem parar Trago à tona o livro novamente Pra tentar continuar Escrever meu ver Meu imaginar Minimizar A vida Breve Em Si Torna-se então desconsertante a ansiedade saltante de que logo chegará o fim da linha, a hora de saltar e seguir adiante em passos precisos acompanhados de preciosos pensamentos passados à pegadas no papel amassado impregnado de palavras borradas escritas tão apressadamente que não serão lidas e sim esquecidas num lamento impresso às pressas num grito de solidão. Sei que a intensidade da arte pode levar ao infarte Um velho romântico e eterno apaixonado Fez de tamanha devoção seu sentimento Que não pôde conter as lágrimas ao cair Desfalecidos, os olhos do desvivido Desejava ter trazido As flores que imaginara Que a pressa Impediu-o de comprá-las Foi tamanha beleza sua partida Tão terrível e marcante Pincelada precisa Profunda Na tela Tenaz

Crislambrecht

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Pensador.com

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Indo de Volta 14022012 Acordei tão cedo que nem pude me ver no espelho, apenas saí pelas ruas sob o orvalho censurador. Passou por mim um jovem loiro, cabelos compridos amarrados e com um boné sobre eles. Pedalava com certo entusiasmo, conforme tocava seu mp3 Player. Antes que pudesse cumprimenta-lo ele passou por mim, tão rápido que levou consigo alguns anos. Alguns metros depois eu já não via mais nada, a escuridão da noite chuvosa me fez correr em direção à luz. Próximo do nada eu me refugiei do gelado choro em uma construção. Por mim passaram dois jovens com o mesmo nome, muito amigos, que andavam sem se preocupar com a chuva. Passados alguns segundos, a nuvem deu lugar ao sol, a chuva aos ventos, esses me distraíram e eu nem pude ver pra que lado foram os dois jovens. Estava muito frio, e as feridas que se abriram com a areia do vento ardiam ao sol. Encontrei abrigo em um colégio, onde vi as sementes de um possível amor, essas eu vi sendo semeadas de volta para suas flores e desaparecendo posteriormente. Vi o fim do começo de uma banda, eram três amigos, foram se desconhecendo e se desencontrando, dois deles começaram uma amizade lentamente antes do terceiro nascer de um grande impacto e transformá-los em melhores amigos. Voltavam de suas casas e entravam sorrateiramente em festas. Depois de tantas viações em marcha ré, vi o início de uma grande amizade começando aos poucos até deixar de existir. Logo então vi dois irmãos ficando cada vez mais jovens e mais inteligentes, mais preciosos, mais inocentes. Vi eles desaprendendo e ganhando muitas coisas das poucas que desejaram. Logo depois vi um casal apaixonado, fazendo juras de amor em uma igreja, e eu só olhava, pois tinha acabado de acordar e não tinha forças para questionar. Eu acordei em queda livre, me libertei no final da queda, e não me importei com a escalada. Aproveitarei ao máximo a subida, sempre lembrando do tanto que me elevei enquanto caía.