Frase de Ricardo Domeneck
Imitação de Cecília Meireles num sábado estrangeiro Em prateleiras etiquetadas da quitanda jaz a floresta útil, organizada e civil. Na cabeça definha o pomar da infância simples: mãe e vizinha, goiaba e abiu. Sobe o número de hectares do mundo, incha o mapa, exótico: istmos, fiordes. Mas o açude do bairro era mais fundo, o reino vasto, medido em quarteirões. Na cama, uniam-se ao canto dos galos o pio do bem-te-vi e do fogo-apagou. Agora mal nos vemos e nem cantamos, o alarme de incêndio é o que restou.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Cabeça de galinha no chão de cimento. São Paulo: Editora 34, 2023. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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