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Frase de Zeca Castro

Louca Dizem que era louca que caminhava descalça e falava sozinha, que, por vezes, gritava e deixava de comer, que se esquecia de si mesma... Dizem que passou pela vida dividida entre quem descobriu algo e esqueceu e ficou presa na amargura das perdas, com o coração em sobressalto no peito pelas fragilidades da vida. Louca, talvez! Mas o que será a normalidade? Vivermos sem consciência de de que nada temos a não ser a perceção de nós próprios, lemo-nos no que nos rodeia, no outro, e o que saberemos do que realmente somos? Passamos pela vida como um grão de areia que o vento transporta para a imensidão, que ao sabor da maré oscila rumo ao indefinido consigo próprio que é o único que pode realmente levar, o resto são memórias, abraços, sorrisos, Sentimentos dispersos que agora correm nas veias daqueles que nos recordam Dizem que era louca por sentir de mais por amar toda a vida o mar num olhar, por amar um beijo sincero e cintilante por amar um primeiro sorriso e uma primeira palavra, por amar o silêncio... Dizem que era louca, podia ser, mas foi uma louca que amou e que se deu, uma louca que simplesmente na sombra da vida desapareceu...

Zeca Castro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Mais um dia! Dormimos metade da vida, Serão os sonhos mais reais ou menos reais?
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Mais um dia! Dormimos metade da vida, Serão os sonhos mais reais ou menos reais? Deito-me na natureza, Como um mendigo Que não vê mais encantos na vida, Olham-me com estranheza, Como se ser da natureza é algo anormal. Além, o rugido da imensidão, O azul feroz, Amante insatisfeito, Que num manto de nuvem Se entrega ao areal deserto, Num vaivém eterno. O vento apaga todas as marcas, Renasço com a despedida do astro rei, Num horizonte sem fim, Onde a terra toca o céu E o azul transborda.⁠

⁠Loucura Ouço batuques, Vêm da selva,
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⁠Loucura Ouço batuques, Vêm da selva, Do âmago da Terra. Ouço violinos, Vêm das estrelas. Ouço gritos de guerra, Vêm do passado, do presente e do futuro. Não ouço nada. Tudo se despe ante mim. Vivemos no inconsciente coletivo, Colorido com certezas, mitos e convenções. Perco-me, enlouqueço! Tudo é vão e absurdo! Rasgo a pele, Quebro os ossos. Destruo, destruo tudo, Não consigo parar! E agora? O que faço? Aqui não há nada!