Frase de Rogerio Duarte pacheco
O som do silêncio Amo o som que o silêncio da minha própria companhia faz. É um som que não precisa de palavras, não exige respostas, não impõe presenças. É o som de estar em paz comigo, de me reconhecer sem pressa, sem máscaras, sem obrigação de ser algo para alguém. Nesse silêncio, descubro nuances do que sinto e do que sou. Escuto pensamentos que costumo silenciar, percebo emoções que ignorava. É um espaço onde posso existir sem me explicar. Onde não preciso ser forte o tempo todo, nem estar certo, nem ser compreendido. É no silêncio da minha própria companhia que entendo o valor de estar comigo. Não como fuga do mundo, mas como reencontro. É ali que respiro de verdade. Que me acolho. É ali que o barulho de fora perde a força — e o que resta é essencial. Esse silêncio tem som. Um som calmo, denso, honesto. E aprendi a amá-lo. Porque é ali, nesse som quase invisível, que me sinto inteiro.
No pensador.ai desde