Frase de POETA SIDARTA MARTINS
Do perambular e do acreditar (à Pequetucha de minh’alma, Neide Marchioli) Do perambular... Eles vagaram pelas noites Perambularam pelas ruas Entraram e saíram Sorriram e choraram A cada encontro uma esperança A cada esperança uma decepção Foram tantos encontros Mas tantos e quantos desencontros Que já não mais sonhavam Só perambulavam, e perambulavam... Não mais acreditavam Afinal, para quê? Não mais sonhavam... O acordar era um pesadelo Uma noite mal dormida Não mais buscavam De nada lhes adiantava Ao término do dia, no final da rua... Ao cair da noite, inicio de madrugada... Nada encontravam Só perambulavam, e perambulavam... Mais do igual... Mais um ano, e nada de novo Mais um verão, e nada de calor Um novo outono, de árvores sem cores Um novo inverno, mas um inverno cinza Nada de branco... E chega outra primavera Mas uma primavera sem flores Sem vida, sem cores Dos sinais... Mais um Natal...Igual? Um novo ano... Novinho em folha, com novas estações Aqui e acolá os sinais... Um novo verão, e um novo outono... As árvores experimentavam um novo tempo Pareciam se preparar para algo novo... Para um novo inverno, pleno de cores (Afinal o branco é o pai e mãe de todas as cores...) Pareciam se deliciar, já, com uma nova primavera Com um tempo sem contar o tempo...!? Reconhecendo os sinais... Um dia, outro dia... E uma dança, e... outra dança Os sinais, e uma esperança Um passo, outro passo Uma visão no meio de tantas visões Uma mão estendida... O convite para rodar Não mais para perambular e perambular... Para rodar juntos Rostos colados, corações selados... Mãos dadas... De mãos dadas, desde então Rodam pelos mais diversos salões Rodam pelos mais diversos caminhos As mãos não se soltam Os corações não se separam Todo Natal é Natal Cada ano é sempre novo Cada verão é mais quente Cada outono fala de coisas novas Cada inverno é aquecido E cada primavera traz novas cores E a vida se renova a cada estação E o amor se propaga, desde então... .......
No pensador.ai desde