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Frase de Valber Barreto de Queiroz

O CONTO E O PRANTO No conto pode haver rimas, no pranto às vezes coincidência. O conto tem limites, no pranto eu ando ao infinito. No canto sinto a alma, no pranto ela agoniza. O conto é eufórico, o pranto melancólico. A ribalta do conto é em palco iluminado, a do pranto é um vale nublado. O conto elucida perspectivas, o pranto é cego. No conto posso mudar o final, o desfecho do pranto é imutável. No conto escolho os personagens, o pranto não importa se estou pronto. Do conto posso esquecer detalhes, dias de pranto são memoráveis. Um conto pode não ter valor, todo pranto fortalece vencedores.

Valber Barreto de Queiroz

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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REINÍCIO Sabe quando fica escuro? e não se consegue andar?
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REINÍCIO Sabe quando fica escuro? e não se consegue andar? Tudo é grande obstáculo. a visão é o tatear. Há porém disposição mas não se enxerga a estrada. O sentimento é de incerteza e aí para a caminhada. Sabe quando fica claro? e não se consegue andar? Você olha o caminho a vontade é de voltar. Não se tem perspectiva o caminho é comprido. O cansaço é evidente e aí vem o gemido. Mas no escuro Deus é luz é quem mostra a direção. Te dá toda confiança. e você não para não. Por mais difícil que seja nada pode abalar. Cabeça erguida, olhos atentos temos muito a conquistar.

PARADOXO Não entendo: Por quê existe a fome,
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PARADOXO Não entendo: Por quê existe a fome, se o que não quero vai para o lixo? Por quê existe a guerra, se também há o argumento? Por quê existe desinformação, se vivemos a globalização? Por quê a frieza de coração, se há o calor do amor? Por quê alguns no ócio, e outros com sobrecarga? Só sei que: Há mentira, porque a verdade custa caro. Há inveja, porque a conquista exige esforço. Há conflito, porque Deus me fez único. Há morte, para que eu possa descansar.

VALORES A criança brincando na rua, sem medo da ignorância do motorista alcoolizado.
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VALORES A criança brincando na rua, sem medo da ignorância do motorista alcoolizado. O ancião sentado à porta da casa, sendo cumprimentado com um sorriso pelo moço educado. O filho já adulto senta no colo do pai, olha em seus olhos e diz, “eu te amo meu pai”. O pai que desmarca compromissos, porque tem compromissos do filho a serem compartilhados. O cidadão que se sente seguro com a presença do policial, seu real anseio é estar protegido do malfeitor. Utopia! A criança está presa nos quintais, dentro de ambiente de games, ou sendo atropelada pela frieza do mundo virtual. O ancião não vê ternura na moça que se despe, para conquistar os valores do mundo contemporâneo. O filho adulto é auto-suficiente, olho no olho, declarações e colo só para mina da vez. O filho precisa entender o ativismo do pai, Afinal quem comprará seu computador, para ele se divertir na net? O policial é refém do arsenal inimigo, Na prática, revólveres são menos eficazes que mísseis, metralhadoras e granadas.

TEMPO Tempo pra tudo, Tempo de plantar e tempo de colher.
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TEMPO Tempo pra tudo, Tempo de plantar e tempo de colher. Tempo de esperar e tempo de agir. De correr sem cessar, de tão somente caminhar. Tempo de se aquecer e de tranquilamente se resfriar. De corrigir e de beijar. Tempo de pular e de deitar. Tempo de gritar e bravejar. De calar e acalmar. Não se deve ter tempo; De odiar, de desistir De matar, de julgar. Porém um tempo, é sempre tempo De amar, de afagar De lutar, de acreditar De sempre crer.