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Frase de EdsonRicardoPaiva

Qual seria a graça dessa vida Se fosse feita eternamente de certezas E a gente tivesse a receita E conhecesse o momento exato da morte, do erro e de encontrar o grande amor Que um dia há de perder. A mesa posta na hora certa A resposta sempre positiva Nenhum curativo ou corte do dedo Aquela pessoa que deixou saudade Ao morrer na infância da gente Ainda está viva O alívio imediato Ausência do medo Comida que a gente gosta No prato de porcelana O segredo da vida pintado No óleo sobre tela Pendurado na nossa parede No gancho a rede Lençóis de algodão egípcio Seria muito bom no início Mas que graça tem isso pra nós? Se gente aprende muito mais Devido ao amor fingido A dúvida da falsa amizade Na pergunta sem resposta Presença muda Olhar evasivo A lágrima que ficou A tristeza que invade Chuva no final de tarde Justamente Quando era hora de voltar pra casa Faz parar um pouco e lembrar Que ninguém te espera Me diz a graça que tem essa vida A ser sempre um circo de feras O pote de ouro Dinheiro contado Dois Sóis a brilhar de dia A estrela que havia na madrugada Se apaga pra eternidade A menor distância Entre a dúvida e a suposta verdade O rosto escondido atrás das mãos Toda a certeza que existiu na vida A frágil alegria Chega um dia em que nada é igual Não passa de cristal que se quebrou Qual seria a graça dessa espera Se um dia A gente não chegasse à conclusão Que a própria vida em si Não passou de mera ilusão? Edson Ricardo Paiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva